Milton Alves Júnior
A indisponibilidade do serviço de radioterapia realizado na Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia tem gerado pânico perante aos 38 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que dependem exclusivamente da assistência. Desde a última segunda-feira, 24, o equipamento permanece desativado por conta de pane registrada na mesa controladora da máquina, onde o paciente fica posicionado durante os procedimentos clínicos. A perspectiva inicial da unidade hospitalar era que o problema fosse solucionado até a tarde de ontem e retomado na manhã de hoje; as previsões não obtiveram êxito e os pacientes continuam com o tratamento interrompido, agora, por tempo indeterminado.
Paralelo a este grupo de usuários atendidos pela radioterapia do HC, a direção do hospital garante que existe uma fila de espera pelo serviço, porém, por questões administrativas, o número daqueles que aguardam ansiosos pelo início do tratamento não foi revelado pela administração. Essa lista também é acompanhada pelo Governo do Estado de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES); todos os pacientes acompanhados pelo poder público são encaminhados com a autorização do Sistema Interfederativo de Garantia de Acesso Universal (Sigau). Um técnico da empresa responsável pela manutenção da máquina chegou na madrugada de ontem e segue trabalhando na tentativa de solucionar o impasse operacional.
Sobre a desassistência imposta aos 38 pacientes, a direção garantiu que todos serão comunicados do reinício dos atendimentos, assim que o problema for solucionado. A fim de superar o tempo perdido durante a paralisação da máquina, o HC está promovendo escala diferenciada de atendimento, a qual prevê atender o maior número de usuários por dia. A última vez que a máquina quebrou foi no mês de outubro do ano passado quando permaneceu indisponível por mais de dez dias. Grupos de apoio aos pacientes já denunciaram o caso junto ao Ministério Público Estadual (MPE), e Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE).
Para Sheila Galba, representante do Grupo Mulheres de Peito, é preciso que os órgãos públicos de fiscalização e defesa do cidadão busquem intensificar as ações contra a precariedade da máquina de radiografia do Hospital de Cirurgia. “Infelizmente trata-se de um problema antigo e que todos os órgãos têm conhecimento. Ficamos preocupados porque, quando esse aparelho quebra, fica no mínimo 15 dias parado e o tratamento não pode ser interrompido, o paciente não pode ficar um dia sequer sem o tratamento. Pedimos ajuda dos juristas para que ordenem a solução imediata dessa situação agravante e que preocupa centenas de sergipanos”, pediu.


