O coordenador da caravana “Lula pelo Brasil”, Márcio Macêdo negou que tenha havido conversas sobre questões político-eleitorais com ex-presidente na passagem dele por Sergipe. O petista disse que a maratona de visitas que Lula está fazendo pelo Nordeste é de cunho programático, para construção de um diagnóstico preciso da situação do país.
“A passagem de Lula foi pública, todos vimos o que ele falou nos palanques dos eventos nas cidades sergipanas. Agora, nem eu ouvi, nem ninguém ouviu ele falando de política eleitoral. A caravana é programática, de diagnóstico, é para Lula ver as pessoas, dialogar, se alimentar da inspiração deste povo. Não teve debate sobre candidatura nem minha, nem de Eliane Aquino, nem de Rogério, nem de qualquer outro que seja”, garantiu Márcio, que é uma das pessoas mais próximas ao ex-presidente atualmente e que esteve o tempo inteiro ao lado do líder petista ao longo da sua estada em Sergipe.
Márcio Macêdo também falou do desentendimento político entre os deputados estaduais Ana Lúcia Menezes e Francisco Gualberto, ambos do PT. “É ruim, não é agradável, mas o PT precisa discutir com calma, maturidade e respeito à história dos dois, para não dividir o partido. É natural ter divergência e pluralidade dentro do partido, mas não divisão. O PT precisa encontrar uma saída que respeite as posições dos dois deputados, mas que mantenha a unidade partidária”, defendeu.
Caravana – Ainda em referência à caravana, da qual Márcio continua participando pelos demais Estados do Nordeste, ele destacou que tem sido um sucesso. “O apelo ao presidente Lula é uma coisa extraordinária e há três coisas que estou observando nessa caravana que são muito importantes. A primeira delas é o amor do povo e a reverência ao presidente Lula. Nós observamos que, nos últimos anos, ele se tornou um grande líder popular, a maior expressão política do nosso país nos patamares da liderança de Nelson Mandela, Gandhi e tantos outros que existiram na história da humanidade e são representativos para seu povo e seu país. A segunda característica é o reconhecimento das pessoas ao legado do presidente, pelo que ele fez. As declarações das pessoas são muito fortes, dizendo que nunca tiveram casa e que conseguiram uma na gestão de Lula, que o filho está estudando numa universidade pública ou escola privada pelas oportunidades que foram dadas. A terceira coisa é a esperança. Num momento tão difícil deste país e de tantas dificuldades, por onde Lula passa, ele leva um pouco de esperança para o povo nordestino e brasileiro”, definiu.
Investigação em 2ª instância – O vice-presidente nacional do PT também comentou reportagem do jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual o andamento do processo de Lula na segunda instância tem tido tempo recorde. “As elites brasileiras, essa turma que está comandando os processos, não sabem o que fazer com a caravana. A grande mídia fica tentando esconder, as redes sociais estão divulgando e bombando, as pessoas estão falando e este andamento recorde do recurso é mais um processo de retaliação. Cada hora que Lula faz uma atividade ou o PT realiza algo um ato, a exemplo até do aniversário do partido, sempre há uma contrapartida da operação Lava Jato para tentar desgastar o presidente ou incriminá-lo. A questão deles é o desespero. Estão com medo de enfrentar Lula nas urnas e estão tentando interditá-lo. E nós vamos enfrentar e resistir, pois temos absoluta certeza que o presidente Lula é um homem inocente e, como tal, não tem nenhum impedimento dele participar do processo eleitoral de 2018 na hora que a legislação permitir”, avaliou.


