Matadouro clandestino é fechado no Marcos Freire

Milton Alves Júnior

Na manhã de ontem fiscais da Adminis-tração Estadual do Meio Ambiente (Adema) flagraram a prática clandestina de abate de bovinos e suínos em um matadouro clandestino localizado no conjunto Marcos Freire III, município de Nossa Senhora do Socorro, região Metropolitana de Aracaju. Sem apresentar o mínimo de condições higiênicas para a execução dos serviços, o espaço constava ainda com vasto número de moscas, cachorro e equipamentos sem qualquer aspecto de limpeza. Durante a abordagem os peritos se depararam com uma carroça onde, possivelmente, a carne era transportada até os revendedores.

Em depoimento prestado ainda no local do flagrante o proprietário do espaço confessou que realiza a atividade há longo período, e que o alimento eram repassado para feirantes os quais trabalham na comunidade todas as semanas. Ainda de acordo com a Adema, no decorrer da ação, a equipe técnica identificou o descarte irregular de dejetos líquidos e sólidos (cabeça, cascos, chifres, gordura e sangue animal), provenientes do abate. Também foi constatada a presença de menores de idade trabalhando no lugar. Os fiscais identificaram o local após denúncias anônimas.
Para os Ministérios Públicos Federal e Estadual com apoio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) – que também realizam monitoramento a fim de combater os matadouros clandestinos, solicitam que os sergipanos continuem denunciando as irregularidades como forma de preservar a saúde dos consumidores. Sobre o processo operacional dos matadouros clandestinos, ao Jornal do Dia a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), informou que abater o animal a marretadas configura-se em crime de maus tratos e pode resultar em pena de um a três anos de prisão para o causador do sofrimento – quando em flagrante. A multa pode ultrapassar a casa dos R$ 3 mil.

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