Maternidade Santa Isabel continua com funcionamento precário

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Enquanto a Prefeitura de Aracaju não quita totalmente os débitos pendentes, dezenas de gestantes prestes ao parto são obrigadas a peregrinar em busca de atendimento especializado. Desde as primeiras horas do último sábado, 26, o Hospital e Maternidade Santa Isabel estava com todos os serviços suspensos em virtude do atraso nos pagamentos que deveriam ser feitos por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). No entanto, ontem à noite a PMA pagou parte da dívidas e alguns serviços voltaram a funcionar.

Conforme destacado pela direção da unidade, é preciso que o prefeito João Alves Filho esteja atento às dificuldades enfrentadas pela população, e busque solucionar o impasse que, tão logo seja resolvido, os serviços serão reabertos totalmente e disponibilizados. Ao ser notificada da interdição na Maternidade Santa Isabel, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) decidiu montar uma força tarefa para encaminhar as gestantes para a maternidade que funciona no Hospital José Franco, no município de Nossa Senhora do Socorro. Essa medida adotada em caráter de urgência pelo Governo do Estado tem como princípio básico evitar que mães deem à luz em calçadas devido a mais um atraso financeiro protagonizado pela Prefeitura de Aracaju junto à saúde pública.

Por meio de nota a Assessoria de Comunicação da SMS informou que gestores do órgão estiveram reunidos essa semana com a direção da Maternidade Santa Izabel para tratar sobre o repasse do Município e do Estado, para que os serviços ofertados à população fossem retomados. Ainda segundo os esclarecimentos, na segunda-feira, 28, foi reaberta a Urgência Pediátrica e na tarde de ontem o departamento de obstétrica. Por sua vez, também através de nota oficial datada no dia de ontem à tarde, a direção da maternidade voltou a dizer que o descompromisso financeiro ocasionou na falta de insumos a exemplo de material médico-hospitalar, material de higiene, limpeza e alimentação, impossibilitando assim a continuidade dos serviços na unidade hospitalar.

"Portanto, visando garantir a integridade dos pacientes, a qualidade dos serviços e buscando proporcionar maior dignidade, é que os mesmos foram fechados. Ressaltamos que, embora tristes, preocupados e decepcionados, não nos restou outra saída senão, por absoluta falta de recursos, suspender os serviços citados. Alertamos, ainda, que poderão ser fechados outros serviços da instituição", afirmou a maternidade. Sem condições de assumir um plano de saúde da rede particular, a gestante Evelin dos Santos Alves, de 29 anos, disse temer que o problema possa se tornar recorrente, assim como acontece há mais de um ano no Hospital de Cirurgia. Nesta unidade a dívida da PMA, segundo cálculos do Tribunal de Contas de Sergipe (TCE), chega a casa dos 15 milhões.

A Maternidade Santa Isabel destacou que a Secretaria de Estado da Saúde e a Fundação Hospitalar de Saúde desde a manhã da última segunda-feira estão cientes da ocorrência.
O comunicado foi feito a fim de o estado tentar suprir a demanda herdada, mesmo que temporariamente pela prefeitura da capital. A Promotoria de Direitos à Saúde, do Ministério Público Estadual, também foi comunicada do atraso financeiro e consequente interdição dos serviços.

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