Milton Alves Júnior
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O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE) deve avaliar nas próximas horas um pedido de habeas corpus em favor do médico de 44 anos preso em flagrante no último final de semana após agredir funcionários de um hotel localizado na zona Sul de Aracaju. De acordo com um boletim de ocorrência protocolado junto à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), o acusado agrediu fisicamente um trabalhador, e, logo em seguida cometeu crime de injúria racial contra profissional. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança instaladas pelo estabelecimento; houve ainda danos contra objetos e mobílias do hotel.
Apresentado como médico e empresário, Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, natural de Barueri, foi encaminhado e confinado em uma delegacia; na manhã do domingo, 20 foi submetido a audiência de custódia, quando o Poder Judiciário decidiu pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva. Em sua decisão, a magistrada plantonista ressaltou a gravidade da conduta, o risco de reiteração criminosa e a necessidade de proteção da ordem pública. Por intermédio de nota pública a gerência do Grupo VIDAM repudiou veementemente a atitude do hóspede e manifestou solidariedade aos funcionários agredidos, que estão recebendo apoio.
O grupo também reiterou seu compromisso com a excelência no atendimento e com o respeito aos direitos humanos: “Repudiamos qualquer ato de violência e desrespeito. O Vidam Hotel oferece estrutura de luxo e atendimento de excelência de todos os seus colaboradores.” Até a noite de ontem o réu permanecia custodiado no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Bairro Santa Maria. A respectiva assessoria jurídica não se manifestou oficialmente sobre o caso. Neste já foram registrados 207 casos de racismo em Sergipe. As práticas incluem injúria racial, discriminação através de meios de comunicação social, negar emprego por motivo de discriminação de raça e cor, dentre outras.


