Médicos da PMA iniciam paralisação

Na Luta por melhores condições de trabalho e reajuste salarial com base na inflação, médicos que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS), através da Prefeitura de Aracaju, estão com 70% dos serviços paralisados até a noite de hoje. Logo no início da manhã de ontem representantes do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), se reuniram em frente ao Centro Administrativo Aloísio Campos, sede do executivo municipal, a fim de pressionar o prefeito Edvaldo Nogueira a se reunir com os sindicalistas e atender as demandas da classe trabalhadora. Sem médico nas unidades básicas de saúde, a perspectiva é que ao menos oito mil pacientes deixem de ser atendidos nestas 48 horas de mobilização.

Durante os discursos, os profissionais destacaram que até o momento não apresentaram porcentagem básica no reajuste salarial; o pedido central solicita apenas que a PMA conceda aumento compatível com a inflação do período, bem como a reposição das perdas dos anos anteriores. De acordo com a direção do Sindimed, até o momento não existe perspectiva de greve geral e por tempo indeterminado, porém, não descarta esta possibilidade, caso o prefeito não trabalhe para atender as demandas da categoria. A última greve protagonizada pelos médicos da rede municipal foi registrada no primeiro semestre deste ano e teve a duração de 90 dias.

Para o vice-presidente do sindicato, José Menezes, o respeito à data base deveria ser o primeiro passo para se trabalhar a boa relação entre gestão pública e servidores. A perda real de 4,8% e a não promessa de retroativo destes benefícios contribuiu para que os filiados aprovassem a paralisação ainda na semana passada. Essa decisão foi oficializada durante assembleia realizada na sede do Sindimed. “Infelizmente estamos diante de um prefeito que entre os anos de 2009 e 2012 possuía uma postura bastante diferenciada. Lá atrás ele chegou a antecipara a data base de maio para janeiro; agora essa data é abril e ele ainda não cumpriu”, protestou.

Sobre as denúncias de precarização dos serviços, o presidente informou que, paralelo à falta de medicamento, a ausência de utensílios básicos, cadeiras para os pacientes se acomodarem e aparelhos de ar-condicionado, tem prejudicado o dia-a-dia dos profissionais. "Infelizmente o trabalho de todos nós fica comprometido com a falta de condições básicas de trabalho. O problema é que a Prefeitura de Aracaju tem total conhecimento dessa situação precária e até o momento não realizou nada de concreto para solucionar. Pedimos mais uma vez a colaboração dos aracajuanos para que juntos possamos lutar e conquistar melhorias para o serviço municipal da saúde", disse.

A secretaria municipal de saúde, Vaneska Barbosa, informou que a PMA reconhece as dificuldades, mas administrativamente já vem trabalhando com a realização de editais para aquisição de materiais e recomposição de medicamentos. "Já estamos discutindo sobre esses pedidos há alguns meses, inclusive processos licitatórios estão sendo concluídos. Após essa fase iremos promover a reposição dos equipamentos solicitados. Sobre os medicamentos, podemos garantir que já estamos realizando o reabastecimento", informou. (Milton Alves Júnior)

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