Milton Alves Júnior
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Começa hoje e segue por tempo indeterminado a greve dos médicos que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Prefeitura de Aracaju. Segundo explicações feitas por João Augusto, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), além do constante atraso salarial, outras quatro reivindicações feitas pela categoria não foram atendidas pelo prefeito João Alves Filho. Esse impasse contribuiu para que a categoria optasse pela greve já na véspera do carnaval. Os médicos se juntam aos enfermeiros que estão em greve desde a última segunda-feira, 01.
"Na segunda pela manhã a categoria se reuniu em assembleia e os companheiros sindicalistas optaram pela paralisação até que as reivindicações sejam atendidas. Também não aceitamos essa falta de cumprimento das leis trabalhistas e se a Prefeitura de Aracaju não paga em dia, nós também não devemos ficar o tempo todo aceitando os retrocessos causados pela gestão com a nossa categoria", disse. Em reunião geral realizada entre a Secretaria Municipal da Fazenda; Comunicação, Governo; e Saúde, foi informado que a prefeitura faria todos os esforços para tentar pagar o salário dos servidores da saúde até amanhã, 05, mas as categorias informaram que não acreditava, e não aceitavam a promessa.
Com a classe trabalhadora não aceitando a proposta e aderindo à greve, na tarde de ontem a Prefeitura de Aracaju voltou a informar que o salário de janeiro está previsto para ser repassado apenas na sexta-feira da próxima semana, dia 12. Ainda de acordo com João Augusto, os médicos, apesar de aderirem à greve, por se tratar de um serviço considerado essencial vão permanecer atuando com 50% do efetivo, ou seja, 20% a mais do que determina a Constituição Federal, que exige um efetivo mínimo de 30%. A meta, além de agradar aos pacientes, é também conquistar o apoio dos aracajuanos para que possam juntos alcançar os objetivos da greve.
Enfermeiros – Logo mais a partir das 7h profissionais da enfermagem se reúnem em ato público na entrada principal da Unidade de Atendimento Fernando Franco, localizado no conjunto Augusto Franco. Em assembleia realizada esta semana a categoria aprovou por unanimidade por manutenção do movimento grevista. A meta é só retornar aos postos de trabalho assim que todos os servidores receberem o pagamento referente ao mês de janeiro. Para Shirley Morales, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), apenas o prefeito e os secretários são responsáveis pela falta de profissionais nas unidades de pronto atendimento.


