Médicos paralisam atividades na terça em Aracaju

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Médicos da Prefeitura de Aracaju vão cruzar os braços a partir da próxima terça-feira, 03, em todas as unidades de atendimento da família. A greve por tempo indeterminado foi aprovada pela classe trabalhadora em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe, após a prefeitura não ter convidado os profissionais para debater o pleito da categoria que se resume no reajuste linear para todos os médicos atuantes no sistema público da capital, e na participação do Sindmed nos debates administrativos que envolvem a PMA e os médicos.

Pacientes que já se mostram preocupados com a paralisação geral podem ficar ainda mais ansiosos a partir de hoje caso o governo João Alves Filho não pague até as 23h59 o salário dos servidores. Sem respeitar o repasse financeiro dentro dos meses vigentes, os profissionais que atuam no sistema de saúde ameaçam suspender em 70% todas as atividades realizadas em postos de saúde e unidades de atendimento às famílias a partir da próxima segunda-feira, 02. Caso o pagamento de fato não seja contabilizado nas devidas contas bancárias, apenas o Nestor Piva e o Fernando Franco permanecerão em funcionamento. Essa medida será articulada estrategicamente para respeitar a Constituição Federal que determina a manutenção mínima de 30% nos serviços básicos.

Ontem o presidente do Sindimed Luiz Carlos Spinna garantiu que a deflagração da greve não condiz com postura dos servidores médicos, mas uma possível falta de respeito por parte da PMA junto à categoria ajudou a conduzir a classe trabalhadora para apoiar o movimento. Até o final da tarde de ontem a SMS não havia se pronunciado sobre a greve, nem se iria apresentar contrapropostas nos próximos dias.
"Nós temos a consciência que os aracajuanos também não estão nada satisfeitos com essa saúde pública e mesmo sofrendo com a greve, a maioria tem aprovado o nosso movimento que se resume no interesse coletivo de buscar avanços coletivos. Avanços esses que foram prometidos a cada minuto da campanha eleitoral, mas até o dia de hoje não foram cumpridos. A prefeitura de 2013 pra cá deu as costas para o trabalhador que ajuda Aracaju a se desenvolver", afirmou Spinna.

Enfermeiros – Assim como vem destacando ao longo dos últimos quatro meses, os enfermeiros do SUS/AJU também seguem em estado de greve. Assim como os médicos, a categoria ameaça paralisar as atividades em até 70% caso os salários não sejam pagos até a noite de hoje. Desde o início de 2015 a classe vem lamentando os recorrentes atrasos salariais e encontra na greve a única alternativa imediata para pressionar a Prefeitura de Aracaju. A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE), Shirley Morales, afirma que todos estão descrentes com a atual administração que já contabiliza sete secretários de saúde em menos de três anos e cinco meses de gestão.

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