Menino é morto a tiros ao lado do tio em Socorro

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Um crime bárbaro foi registrado na noite deste domingo em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju). Por volta das 21h30, três criminosos invadiram uma casa no Conjunto Neuzice Barreto e dispararam 12 tiros contra três pessoas de uma mesma família, que assistiam televisão na sala. O menino Adrian Michael Santos Lima, quatro anos, levou dois tiros – sendo um na cabeça e um no peito – e morreu enquanto era levado ao Hospital Regional José Franco, em Socorro. O tio dele, Jadson da Cruz Lima, 33 anos, morreu no local, atingido por outros disparos. A tia do menino e esposa de Jadson, Tatiane dos Santos, 27, foi ferida com quatro tiros nos braços e nas pernas. Ela foi internada no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no Capucho (zona oeste de Aracaju) e já recebeu alta.

A polícia ainda busca saber quem são os bandidos participaram do ataque criminoso, mas já sabe que eles estavam em um carro de cor escura que parou na porta da casa de Jadson. Ao pararem, eles desceram e arrombaram a janela da sala, por onde entraram e abriram fogo. As marcas de tiros e de sangue presentes na casa indicam que Adrian foi cruelmente encurralado em um canto da sala pelos matadores, que o executaram. Após o crime, a quadrilha fugiu no mesmo carro, cuja identificação ainda é um mistério. Os vizinhos informaram apenas que ouviram 12 tiros dentro da casa, mas, por medo, não revelaram outros detalhes do crime.

Os corpos de Adrian e do tio foram velados e sepultados ontem à tarde. Ainda chocados com a tragédia, familiares confirmaram que o próprio garoto já foi vítima de uma tragédia semelhante: os pais dele, Moacir José dos Santos Júnior, o "Teté", e Aliete da Cruz Lima, foram assassinados em 8 de outubro de 2014 na Avenida Euclides Figueiredo, bairro Lamarão (zona norte da capital). Na ocasião, o casal andava de moto pela avenida e foi perseguido por outras duas motos, cujos ocupantes atiraram pelas costas das vítimas. De acordo com os parentes, ninguém foi preso até agora por este crime. Desde então, Adrian passou a ser criado por Jadson, que era irmão de Aliete e morava no Neuzice Barreto há seis meses, desde que o conjunto foi inaugurado.  

O caso já começou a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ouviu algumas testemunhas ao longo do dia de ontem. Os motivos do crime ainda são desconhecidos e a hipótese de que os dois assassinatos duplos estejam interligados não é totalmente descartada.

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