Menores isolados na Usip enfrentam agentes

A Fundação Renascer confirmou um incidente ocorrido às 15h de anteontem na Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip), no Capucho (zona oeste de Aracaju). O tumulto envolveu três internos que estavam isolados na Ala 4 e tentaram sair da cela para se misturar aos outros internos. Ao terem seu pedido negado, eles começaram a bater nas grades, quebrar as paredes e jogar pedras contra os agentes de segurança, os quais também foram ameaçados e xingados. Os menores foram contidos pelos próprios servidores e levados para a Delegacia Especial de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Lá, dois deles foram autuados pelos crimes de dano qualificado e ameaça.

O terceiro envolvido, identificado como Felipe Pereira, já completou 18 anos de idade, mas segundo a Renascer, estava na Usip cumprindo medida socioeducativa por um crime que cometeu quando ainda era menor. Ele foi levado para a Delegacia Plantonista e autuado pelos mesmos crimes, permanecendo preso até a decisão da Justiça. Ainda na Plantonista, um dos agentes atingidos prestou boletim de ocorrência. A assessoria do órgão não confirma a existência de feridos e assegura que nenhum interno fugiu.

De acordo com a fundação, os três menores internados estavam isolados na Ala 4 porque correm risco de ser assassinados pelos outros internos, devido aos crimes que cometeram – e dois deles ganharam repercussão no Estado. Um dos envolvidos é o estudante de 16 anos que tentou matar a professora Carla Valéria de Oliveira, em 2 de julho, dentro da Escola Estadual Senador Lourival Fontes, no Santo Antônio (zona norte). O outro é um dos adolescentes que assassinaram o menino Cristiano de Carvalho, quatro anos, morto a pauladas no dia em 16 de junho, em uma estrada do povoado Samambaia, zona rural de Tobias Barreto (Centro-Sul).

O relato é de que, na hora do tumulto, estes internos foram impedidos de sair da ala para jogar futenol na quadra, onde estavam outros adolescentes que sabiam dos crimes cometidos por eles e já se planejavam para matá-los. A assessoria da Fundação Renascer disse que a atitude dos agentes foi correta e garantiu que os isolamento dos internos ameaçados vai continuar, a fim de assegurar a segurança interna e a integridade física deles. (Gabriel Damásio)

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