Mesmo sem desfile, Grito dos Excluídos está confirmado

Edição do grito dos excluídos, 2019.

Mesmo com o cancelamento do tradicional desfile cívico na Avenida Barão de Maruim, entidades sindicais, movimentos sociais, centrais religiosas e grêmios estudantis estarão mobilizados no dia 07 de setembro para comemorar os 200 anos da Independência do Brasil, e realizar mais uma edição do Grito dos Excluídos. Por meio de comunicado oficial, na tarde da última segunda-feira (25), o governo de Sergipe – por intermédio da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), órgão que realiza o evento -, oficializou o cancelamento do desfile. De acordo com a pasta, a perspectiva é que este ano as atividades alusivas à data sejam descentralizadas em bairros da capital.
Nos anos de 2020 e 2021, por questões de segurança sanitária, o desfile foi cancelado em Aracaju e nos demais 74 municípios sergipanos. Apesar desta suspensão, no ano passado grupos de trabalhadores decidiram multiplicar os cuidados coletivos e realizar movimentos voltados para os pleitos de cada categoria. Contra a fome, o desemprego, a reforma administrativa, a falta de investimentos na educação pública, o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como dos demais serviços públicos, a 27ª edição do tradicional Grito dos Excluídos foi coordenada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em parceria com a igreja Católica, e realizado no bairro Santa Maria, zona Sul da capital sergipana.
Prevendo a possibilidade de nova suspensão do desfile – por parte do governo do estado -, desde o final do mês passado integrantes dos movimentos sociais, e da própria CUT, estão realizando reuniões buscando alternativas para a realização da 28ª edição. Ao JORNAL DO DIA, a central de representação trabalhadora informou que até o próximo dia 20 de agosto deve realizar entrevista coletiva para detalhar as atividades a serem desenvolvidas no dia 07 de setembro.
Previsto para acontecer a partir das 14 horas no salão da Paróquia São Pedro São Paulo, a perspectiva é que o calendário geral de ações democráticas e sociais seja atualizado antes de ser finalizado e publicado.

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