Considerada por técnicos ambientais como a maior estiagem das últimas duas décadas no estado de Sergipe, a seca no sertão, agreste e litoral tem contribuído diretamente para que produções agropecuárias de cana de açúcar, feijão e laranja sejam prejudicadas e impossibilitem que a economia sergipana permaneça aquecida. Sofrendo com a forte onda de calor e falta de chuva, agricultores garantem que caso o problema seja registrado até o final deste mês, a perspectiva é que a produtividade de milho também seja seriamente comprometida. Preocupado com a atual situação, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Agricultura, vem desenvolvendo ações emergenciais para evitar maiores danos. Entre os benefícios, está o fornecimento de água através de carros-pipa.
Em entrevista ao JORNAL DO DIA, o meteorologista Overland Amaral, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, disse que segundo previsões recentemente captadas, a expectativa é que as chuvas comecem a ser registradas a partir da próxima quarta-feira, 17. "Infelizmente estamos passando por um momento delicado no qual o povo sergipano, em especial o homem do campo, está enfrentando dias de calamidade devido a falta de chuva. As previsões mostram que dia 17 poderemos registrar chuva, mas não na quantidade que muitos esperam", afirmou. Atualmente, outros alimentos que começam a registrar problemas na produtividade são as lavouras de arroz, macaxeira, inhame e amendoim.
Com os preços de alguns alimentos já sendo reajustados, comerciantes do Mercado Albano Franco e da Central de Abastecimento de Aracaju garantem que esse ano os valores de alimentos típicos no período junino devem continuar altos, assim como foram registrados no ano passado. "A mão do milho e a lata do amendoim devem continuar com os preços lá encima se São Pedro não mandar chuva para o nosso estado.
As vendas devem ser baixas mais uma vez e pode doer no bolso do consumidor", disse Marconi Almeida. Devido a falta de chuva também registrada em 2012 em Sergipe, os estados da Bahia e Pernambuco foram os principais fornecedores de farinha, milho e feijão. Os preços médios foram de R$ 2,50; R$ 10; e R$ 5 respectivamente.
Ainda de acordo com Overland, apenas os agricultores que contam com um sistema moderno de irrigação podem obter o lucro esperado para essa temporada de produção. "Seria bom que todos pudessem dispor desse sistema para que parte dos problemas enfrentados pelos sertanejos fosse resolvida. Para a nossa infelicidade, quem proporciona o registro desse problema é o homem que desmata as margens dos rios e demais atribuições que prejudicam o meio ambiente", concluiu o meteorologista. Para averiguar a situação climática para o mês de maio de forma mais abrangente, nos próximos 15 dias o Centro de Meteorologia irá promover um estudo abrangente abordando todas as regiões do estado.


