Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br
Quatro suspeitos de praticar assaltos e arrombamentos a caixas eletrônicos foram presos às 2h20 de ontem, ao serem parados em um posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no quilômetro 23 da BR-101, em Malhada dos Bois (Baixo São Francisco). O grupo é do interior de Minas Gerais e, segundo a polícia, pretenderia cometer mais crimes do tipo em Sergipe. Os acusados, identificados como Alexandre Mendes de Souza, 30 anos, Daniel Rodrigues França, 32, Wanderson Barbosa Neves, 32, e Bruno Custódio da Silva, 28, foram detidos em flagrante com três pistolas, dois revólveres, munições, R$ 15 mil em dinheiro e dois jogos de pneus avaliados em torno de R$ 20 mil, além de documentos falsos.
A abordagem aconteceu durante a madrugada, quando dois veículos com placas da cidade de Vespasiano (MG), sendo um Fiat Strada e um Fiat Palio, entraram em Sergipe, vindo de João Pessoa (PB) em direção à Aracaju. Os carros despertaram a desconfiança dos federais, que decidiram abordá-los. Inicialmente, os policiais desconfiaram dos pneus, que pertencem a carros de luxo. "Inicialmente, pedimos a nota fiscal destes pneus e eles não apresentaram, nem comprovaram a origem. Depois, foram verificados os documentos de identidade e as carteiras de habilitação. Três apresentaram documentos falsos e o quarto não apresentou nenhum. Foi o suficiente para fazer uma revista mais aprofundada nos carros", relatou o inspetor Flávio Vasconcelos, porta-voz da PRF em Sergipe.
Durante a revista, a situação dos suspeitos ficou mais complicada: os agentes encontraram as armas, as munições e o dinheiro, ambas escondidas no painel e nos forros laterais dos carros. Os quatro não reagiram à prisão e alegaram que estavam voltando da Paraíba para Minas, mas não explicaram o que estavam fazendo. Os policiais descobriram que, dos quatro acusados, três são ex-presidiários, tendo já respondido a processos por assaltos, tráfico de drogas e receptação de produtos roubados. Os carros, as armas, o dinheiro e os pneus foram apreendidos.
Os mineiros foram levados para a sede do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), onde foram autuados por porte ilegal de arma. Além da origem dos pneus e dos R$ 15 mil, a unidade de elite investiga se eles estão ou não envolvidos em outros crimes, como assaltos a caminhoneiros e explosões de caixas eletrônicos em agências bancárias. O levantamento começou a ser feito junto às polícias de Minas Gerais e de outros estados do Nordeste.


