Milton Alves Júnior
Aracajuanos residentes em bairros da Zona de Expansão voltaram a buscar o auxílio do Jornal do Dia na esperança de pressionar a administração da capital sergipana. De acordo com os denunciantes, o cenário de destruição e abandono na Ariana, por exemplo, está por todas as vias e serviços públicos, os quais deveriam ser ofertados com o máximo de qualidade, conforme prometido durante a última campanha eleitoral. Sem pavimentação adequada, ruas do Conjunto Franco Freire I e II colecionam buracos que se rompem em meio às vias estreitas e começam a gerar areais. O fluxo de carros e motos começa a ficar comprometido.
Desses exemplos de abandono está diante do dia-a-dia dos habitantes da Rua B, no Conjunto Franco Freire I. Sem ação governista, os próprios moradores estão se mobilizando para tentar tapar buracos. Sem sucesso a longo prazo. Como as ruas ainda são de paralelepípedos, basta curto registro de chuva para desorganizar todo o trabalho voluntário. A impressão dos críticos – e com certo ponto de razão, é que os investimentos incluídos na taxa anual do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) passam longe da Aruana e bairros vizinhos. Para tentar solucionar a série de problemas, os aracajuanos pleitearam o apoio do JD.
Segundo o morador Geraldo Matos, há mais de dois anos o problema está visível aos olhos dos gestores públicos, mas até a tarde de ontem nenhuma ação qualificativa foi proporcionada a favor dos contribuintes. Caso o problema permaneça interferindo na vida dos moradores, a proposta é seguir solicitando o apoio da mídia sergipana, e, paralelamente, provocar órgãos de fiscalização e justiça a exemplo do Ministério Publico Estadual (MPE) e Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE). Geraldo diz não se importar com prazos desde que eles sejam cumpridos conforme prometidos.
"O que acontece é que em anos anteriores pelo menos a gente percebia algum tipo de melhoria, pouca, mas existente, nas praças e ruas. De 2013 pra cá estamos morando em uma área que parece somente servir nos períodos eleitorais. É triste morar em ruas que demonstra o retrocesso; antes aqui tinham paralelepípedos e a tendência era receber as camadas de asfalto, agora o que se vê são areias. Daqui uns dias vamos ter que andar de quadriciclo ou bugre", lamentou. O morador concluiu dizendo: "o CEP da rua é 49.000-692. Basta a Prefeitura de Aracaju mandar uma equipe aqui e resolver essa buraqueira que parece não ter fim".
Prejuízos – A menos de um quilômetro de distância da casa de Geraldo, moradores do conjunto habitacional Beira Mar também sofrem com o descaso. Para notificar a procedência dos fatos basta dar uma volta na região e se deparar com o cenário relatado. Nas proximidades da Igreja Batista em Beira Mar, por exemplo, os motoristas e motociclistas necessitam transitar por ruas de piçarras. Vias esburacadas e que servem, também, para o depósito irregular de entulhos. Calçadas não apresentam o mínimo de acessibilidade e as praças, antes utilizadas para a práticas do lazer, seguem se deteriorando.
Sobre as reivindicações, a Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Obras Urbanização (Emsurb), informou que está catalogando os pleitos dos moradores e que pretende, em curto prazo, atender aos apelos. Além da Aruana, os demais bairros da Zona de Expansão, e da zona Norte da capital receberão ações operacionais que regularizarão as vias sejam elas expressas, ou não. As praças também estão no projeto de readequação estrutural.


