Kátia Azevedo
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Os moradores do bairro São Carlos, na zona Oeste de Aracaju, estão sendo prejudicados com fossas estouradas e vazamento nas ruas. Eles reclamam de impasse entre Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) para resolver o problema e cobra a oferta do serviço no local. De acordo com o líder comunitário e presidente do Fórum em Defesa do Bairro São Carlos, Edjan Cruz, a situação vem gerando desconforto para a população do local.
"São inúmeras reclamações feitas aos órgãos competentes e sem nenhuma solução. Nas ruas Mangabinha, Beira-Rio e São Francisco são cinco fossas estouradas prejudicando diretamente a saúde da população. Na rua A, o problema é um vazamento que causa transtornos aos moradores. A única explicação para isso acontecer é a situação de abandono do bairro", relata.
Edjan ressalta que a falta de cuidados do poder público com o saneamento básico no bairro causa impacto direto na saúde da população. "Muitas pessoas estão adoecendo, principalmente crianças que têm contato direto com a água suja do esgoto. A situação piora em períodos de chuvas que fazem transbordar a sujeira para as calçadas das casas. O tempo passa e não temos uma solução definitiva, apenas um paliativo", diz.
O líder comunitário lembra que o bairro é um dos mais populosos da capital, com cerca de 40 mil habitantes e que tem uma função geográfica estratégica interligando os principais acessos da cidade, mas que internamente sofre com a falta de infraestrutura.
O bairro é formado por vários conjuntos habitacionais como o Veneza, Loteamento São Carlos, Maria do Carmo II e Nova Liberdade, com grande demanda de saneamento básico e outros serviços públicos como transporte. Sobre a situação apresentada pelo morador do bairro, as assessorias de comunicação da Deso e Emurb informaram que equipes dos órgãos foram encaminhadas ao local com o objetivo de averiguarem a situação. A Emurb informou que é responsabilidade da Deso a implantação da rede de tratamento no local e que sem esse procedimento o órgão não pode realizar as outras obras necessárias como recapeamento de ruas. Já a Deso disse que enviará técnicos até o local para analisar e tomar as providências cabíveis.
PAC 2 – O acesso ao sistema sanitário é problema enfrentado por grande parte dos bairros da capital. Uma ação foi anunciada há um ano divulgando a realização de obras para mudar o quadro preocupante. No ano passado, o Ministério das Cidades aprovou a liberação de R$ 150 milhões para obras de esgoto em Aracaju. A meta é atingir mais de 90% de cobertura de esgoto na capital sergipana. Os recursos integram o plano de investimentos do Governo do Estado executados pela Deso. As obras destinadas a este setor fazem parte da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
A proposta é fazer a ampliação da infraestrutura sanitária, beneficiando mais de 130 mil moradores das regiões Norte e Oeste da capital sergipana, que passarão a ter acesso à coleta e tratamento de esgoto. A ação está em andamento com execução de obras para a implantação do sistema completo de esgotamento em localidades como Soledade, Lamarão, Jardim Centenário, Bugio, São Carlos, Olaria, Veneza, José Conrado de Araújo, Japãozinho, Alto da Jaqueira e Cidade Nova. Os bairros Jabotiana, Ponto Novo, Siqueira Campos e América, conjuntos Costa e Silva, Castelo Branco, Santa Lúcia e Sol Nascente também devem ser contemplados.
O ciclo de investimentos em saneamento básico na cidade já recebeu obras de saneamento nos bairros da zona Sul e Zona de Expansão. Com as ações, a expectativa é que até 2014 Aracaju tenha quase o triplo da cobertura de esgoto.


