Impacientes com a paralisação da obra de pavimentação realizada em ruas do conjunto Fernando Collor de Melo, em Nossa Senhora do Socorro, no início da manhã de ontem mlradores decidiram ocupar as vias públicas e interromper de forma temporária o fluxo de veículos em parte da região. Na tentativa de minimizar os transtornos provocados pelo ato público, agentes da Polícia Militar e da Superintendência municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), foram encaminhados para o local do conflito. Em conversa com o JORNAL DO DIA, a administração do município sergipano confirmou a suspensão das atividades, mas enalteceu que a medida precisou ser adotada em respeito à determinação judicial.
A preocupação por parte dos moradores está, em especial, ligada à aproximação do período com maior intensidade e volume de chuva. Durante as manifestações, os populares destacaram que o sistema de escoamento de água da chuva há décadas não funciona, e isso tem contribuído para o registro frequente de alagamentos em ruas e avenidas. Conforme contou o morador Edmo Baltazar, nos dias de chuvas mais intensas e duradouras, parte da água acumulada nas vias públicas tem invadido residências e pontos comerciais. Na opinião de Edmo, caso a obra suspensa fosse concluída até a primeira quinzena de junho, a prefeitura de Socorro estaria contribuindo para que o problema não voltasse a se ornar realidade entre os moradores.
O prefeito Inaldo Luís da Silva não se manifestou oficialmente sobre o assunto. A prefeitura não apresentou detalhes sobre a decisão judicial; durante a mobilização foi dito apenas que, caso a gestão de Nossa Senhora do Socorro seja flagrada descumprindo da decisão, há potencial aplicação de multa ao próprio prefeito. Ainda sobre as reclamações dos moradores, até o final da tarde de ontem não havia pronunciamento oficial no portal de notícias da administração municipal. “No início desse ano essa obra chegou como uma grande esperança para todos nós. Acreditamos que ainda nesse semestre finalmente teria aqui no conjunto um sistema que acabasse com os problemas dos danos nas casas”, protestou.
Diálogo – Diante dos agentes policiais, representantes da prefeitura ouviram os apelos dos moradores e garantiram multiplicar as ações em busca das soluções para impasses – que também não foram revelados. Por volta das 10h30 a barricada de fogo havia sido desmontada, e o fluxo de veículos foi normalizado. (Milton Alves Júnior)


