Moradores reclamam da desativação de posto de saúde

 

Milton Alves Júnior
Em defesa do empre
go, da aposentadoria 
e dos direitos trabalhistas, centenas de sergipanos se aglomeraram em vários pontos da região metropolitana de Aracaju para participar de um ato unificado o qual reivindica ainda valorização à democracia nacional e liberdade do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. O movimento no Estado de Sergipe foi coordenado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e por movimentos sociais e estudantis. Aderindo ao movimento, as agências bancárias, por exemplo, atrasaram o início dos trabalhos.
Conforme planejado o primeiro ato ocorreu no município de Laranjeiras, onde trabalhadores vinculados à Petrobras voltaram a rebater a proposta de hibernação da Fábrica de Fertilizantes de Sergipe (Fafen). Nos dois turnos os profissionais se uniram a fim de fortalecer o ‘Dia do Basta’, e recebeu o apoio do Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plástico nos Estado de Sergipe e Bahia (Sindipetro). A perspectiva do grupo é que outras manifestações sejam realizadas durante este mês de agosto, e representantes estejam presentes no Grito dos Excluídos, que sai em marcha no dia 07 de setembro.
Em São Cristóvão houve manifestação na entrada principal da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Paralelo às reivindicações unificadas os trabalhadores aproveitaram a oportunidade para a revogação da reforma trabalhista, a não aprovação da reforma da previdência, além do fim de cortes nos investimentos na área da educação. Os técnicos administrativos acusam o Governo Federal de sucatear a educação pública superior, e, consequentemente, prejudicar a qualificação estudantil de mais de 25 mil estudantes matriculados na universidade.
A unificação das forças trabalhistas resultou ainda na redução dos atendimentos prestado pelo Hospital Universitário, em Aracaju. Durante todo o dia de ontem o efetivo funcional caiu para 30%; porcentagem mínima exigida pela legislação brasileira por se tratar de um serviço considerado essencial. Os manifestantes garantiram que hoje o sistema volta a operar com fluxo normal. Professores da rede estadual e municipal também suspenderam parte das atividades educacionais. As aulas serão retomadas na próxima segunda-feira, 13. O conteúdo perdido será reposto de acordo com o calendário a ser criado por cada escola.
Centro – Durante a tarde de ontem todas as categorias que apoiaram o movimento se reuniram na Praça General Valadão, centro da capital sergipana, onde realizaram caminhada pelas ruas. Na próxima segunda-feira grupos culturais voltam a se reunir na mesma praça a fim de endossar o pedido de ‘Lula livre’. Trata-se de uma ação internacional, com atividades nos 27 estados brasileiros e participação de artistas residentes, por exemplo, em países como: Canadá, Estados Unidos, França, Inglaterra,  Alemanha e Portugal.

Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) residentes nos conjuntos Valadares, Padre Pedro, Ponta da Asa, Residencial São Lucas e bairro 17 de Março, na zona Sul da capital, seguem sofrendo com insuficiência assistencial por parte da Secretaria Municipal de Saúde. O problema começou há três anos quando a Prefeitura de Aracaju decidiu demolir a unidade Elizabeth Pita com a promessa de erguer uma nova estrutura. De acordo com os pacientes a medida foi adotada pelo então prefeito João Alves Filho sem a aprovação dos moradores e profissionais que lá atuavam.

Agravando ainda mais o impasse, desde então a administração perdeu prazos, a verba federal retornou para a União e a população se depara com a obrigatoriedade em diariamente a multiplicar os esforços caso deseje conquistar uma senha na unidade Osvaldo Leite, responsável por atender toda a demanda da região. De acordo com representante comunitário José Cícero, ao longo dos últimos anos a comunidade tem pressionado o poder executivo municipal, dialogado com o Ministério Público e com a Câmara Municipal de Aracaju, mas nenhuma medida  foi tomada até a manhã de ontem.

 "As pessoas são obrigadas a ir para a Osvaldo Leite antes das seis da manhã. Depois desse horário, esqueça, não tem mais senha. Nos reunimos com secretários, discursei no plenário da Câmara, mas até agora nada de positivo foi aplicado. Demoliram a unidade e até agora não ergueram nenhuma", disse. Questionado quantas pessoas são prejudicadas diariamente com a situação, Cícero informou que esse número fica difícil de precisar em virtude de muitas pessoas buscarem auxílio em outras unidades básicas de saúde. O denunciante lamenta que muitos aracajuanos estão desacreditados com as promessas do município.

"Se fala demais, promete demais e cumpre de menos. Certa vez pediram para a gente procurar um local que fosse adequado para instalar a Elizabeth Pita. Buscamos, encontramos, engenheiros disseram que o local era apropriado para a reforma, mas a prefeitura parece que pegou o papel, arquivou ou rasgou", afirmou. Compartilhando em parte com as denúncias, a SMS lamenta que a prefeitura – durante a gestão de João Alves Filho – tenha permitido o ‘ressarcimento’ das verbas. A Secretaria de Saúde  da capital garante que esforços estão sendo somados para reconquistar esse dinheiro e atender à demanda da população.

"Sabemos das dificuldades, mas a prefeitura tem trabalhado para resolver o problema. Essa semana ainda foi atípica em virtude do processo de pesagens para cadastro do Bolsa Família. Ainda por cima seis técnicos em enfermagem começaram ontem os serviços na unidade Osvaldo Leite. Pelo menos nesse período de greve dos médicos esse reforço se torna fundamental para diminuir as filas e multiplicar os atendimentos", afirmou o assessor de comunicação da pasta, Victor Vieira. (Milton Alves Júnior)

 

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