Motoristas de ônibus vão participar da greve

Milton Alves Júnior

 

Contrários às propostas de reforma trabalhista e previdenciária, centrais sindicais, movimentos sociais e agrupamentos estudantis se articulam para na próxima sexta-feira, 30, promover mais uma greve geral em todos os estados brasileiros. Em Sergipe, professores, profissionais da área de saúde, bancários, motoristas de ônibus e grêmios estudantis já oficializaram o apoio ao movimento nacional. Este é o segundo ato coletivo realizado em menos de três meses; o último foi realizado no dia 28 de abril.

A discussão quanto ao andamento do ato público que pretende ‘parar o Brasil’, segue a nível nacional e conta ainda com o apoio de líderes do Movimento dos Sem Terra (MST), membros da igreja Católica, centrais de trabalhadores aposentados, além de gestores públicos e políticos que se mostram contrários às medidas impostas por Temer.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários do Estado de Sergipe, Ivânia Pereira, "a derrota de Temer é o resultado dessa jornada de lutas. Estamos no caminho certo e não podemos vacilar. Da nossa parte, vamos convencer dentro das agências cada bancário e bancária a participar da greve de junho. Ela tem de ser ainda maior do que a do dia 28 de abril". Sobre as sucessivas derrotas contabilizadas no congresso nacional a sindicalista concluiu: "estamos reconhecendo a importância do voto do senador Eduardo Amorim. Vamos reforçar nossa resistência e denunciar aqueles parlamentares que continuam ajudando a usurpar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Quem votar contra os nossos direitos consagrados não deverá ser eleito, a nenhum outro mandato".

Assim como ocorreu há dois meses, a expectativa é que as manifestações comecem a partir das 0h do dia 30, quando trabalhadores pretendem bloquear todas as saídas de garagens onde ficam estacionados os ônibus do transporte coletivo. Esta medida deve prejudicar em média 230 mil passageiros da Grande Aracaju que necessitam deste meio de transporte para ir ao trabalho ou instituição de estudo. A greve segue durante o período da manhã, e, a partir das 15h, haverá uma caminhada pelas principais ruas e avenidas do centro da capital sergipana. O movimento conta, também, com o apoio operacional das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

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