Usuários do transporte coletivo voltaram a se mobilizar na Grande Aracaju com o propósito de realizar atos públicos alusivos ao Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre. Na avaliação do grupo, é preciso que os sergipanos possam se unir em busca do transporte público, gratuito e de qualidade, e combatam de forma intensa as precárias condições de uso atualmente disponibilizadas para mais de 150 mil passageiros. Coordenada pelo Movimento Não Pago, a semana de ações segue extensa até o próximo domingo, 01. Amanhã é dia de manifestação seguida de caminhada pelas principais ruas e avenidas da capital sergipana.
Conforme o movimento, o objetivo das atividades é debater com a população da Grande Aracaju as problemáticas do transporte público dos cinco municípios metropolitanos, denunciando possíveis fraudes e irregularidades cometidas por empresas de ônibus, com a conivência do poder público municipal. Para os usuários deste sistema, é, de fato, possível identificar alguns avanços, porém estão aquém do que fora garantido quando os parlamentares municipais decidiram aprovar por duas vezes o reajuste da tarifa de ônibus.
Na tarde de ontem representantes do Não Pago estiveram entregando panfletos educativos nas portas das escolas públicas no Centro de Aracaju e no bairro Coqueiral. A meta do grupo é buscar unificação dos passageiros e apoio dos estudantes na caminhada de amanhã. Para Flávio Marcel, apenas com união será possível obter sucesso no pleito. "Nós estivemos conversando com os estudantes e pedestres que passavam nas intermediações das escolas justamente com o objetivo de pressionar a Prefeitura de Aracaju e também o Governo do Estado para que sejam garantidos avanços reais para aqueles que dependem do transporte coletivo para se locomover. Continuar do jeito que está é que não podemos aceitar", destacou.
O ato é denominado Outubro Negro, e tem sido realizado desde 2005. Paralelo aos atos realizados em vias públicas, debates sobre temas variados são promovidos. Hoje a Universidade Federal de Sergipe (UFS) será palco para o diálogo referente ao alto índice de assédio moral vivenciado por mulheres usuárias do transporte. Ainda de acordo com Flávio, a meta é debater todos os aspectos negativos que estão presentes no dia a dia dos passageiros. "Esse assunto é polêmico e tem tirado o sossego de muitas mulheres que se tornam vítimas de pessoas de má índole. É preciso ampliar essa discussão e por isso será realizada essa mesa de debate dentro da UFS", disse.


