Mulher é presa ao tentar vender o próprio filho na Barra

A Polícia Militar confirmou ontem a prisão de uma mulher de 29 anos que foi acusada de vender a própria filha, um bebê recém-nascido, para comprar drogas. O caso aconteceu na tarde da última sexta-feira, quando denúncias anônimas começaram a ser investigadas por soldados do Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati). Eles foram informados de que uma mulher estava oferecendo a filha a casais que manifestavam interesse em adotar uma criança.

Após confirmar a denúncia, os militares estiveram na casa da acusada e a encontraram conversando com um casal, além de uma porção de maconha, quatro cachimbos e um papelote de seda. Uma equipe do Conselho Tutelar da Barra foi chamada para acompanhar a ocorrência e constatou que havia uma ordem judicial determinando a busca e apreensão da criança, cuja guarda já tinha sido entregue para a avó materna. Em depoimento à polícia, a jovem admitiu que queria dinheiro para comprar crack, do qual admitiu ser usuária, mas atribuiu a situação a um conflito existente na família. A mãe da bebê foi autuada em flagrante na Delegacia Plantonista Norte, no Santos Dumont, acusada por subtração ilegal, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Em audiência de custódia, no último sábado, ela acabou liberada da prisão. O juiz plantonista Roberto Flávio Conrado de Almeida acolheu o parecer apresentado pelo Ministério Público, entendendo que a acusada é mãe biológica da criança e não há provas de que ela tenha tomado-a da avó materna. Ainda segundo o magistrado, a decisão judicial retirando-lhe a guarda da menina existe, mas “não há registro de que a genitora tenha sido intimada da mencionada decisão cível”. O caso foi remetido para a Comarca da Barra dos Coqueiros, cuja 11ª Delegacia Metropolitana (11ª DM) deverá instaurar inquérito. (Gabriel Damásio) 

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