Mulher que ocultou cadáver em geladeira passa por avaliação psiquiátrica

Uma criança de quatro anos também foi encontrada na casa, com marcas de maus-tratos, mas sem necessidade de internamento hospitalar.
Milton Alves Júnior
 
Por determinação Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE), a técnica de enfermagem, de 37 anos, acusada de ocultar o corpo de um idoso dentro de uma geladeira, foi submetida a avaliação psiquiátrica no Hospital São José, em Aracaju. Responsável por coordenar as investigações sobre este caso, o delegado Tarcísio Tenório informou ao JORNAL DO DIA que a suspeita foi conduzida para prestar depoimento à Polícia Civil, onde permaneceu acolhida até ser direcionada para audiência de custódia no Fórum Gumersindo Bessa, região Norte da capital sergipana. Diante dos fatos narrados, o Poder Judiciário optou por decretar a prisão preventiva da mulher que não teve a respectiva identidade apresentada.
Esta ocorrência também está sendo apurada pela delegada Roberta Fortes. Durante depoimento, a ré confessou que mantinha o corpo da vítima dentro de uma mala refrigerada na geladeira da própria casa desde o ano de 2016, mas negou que tenha cometido homicídio. O JD, na edição de ontem, destacou que segundo relatado pela mulher, ela teria saído para trabalhar, e, quando retornou, encontrou o homem sem vida. Indicando ter medo de ser acusada pela morte, ela teria optado por manter o cadáver da maneira que foi encontrado pelos agentes das polícias Civil e Militar. Uma criança de quatro anos também foi encontrada na casa, com marcas de maus-tratos, mas sem necessidade de internamento hospitalar.
A criança foi ouvida e direcionada para a casa de uma avó materna; por tempo indeterminado ela será submetida à acompanhamento social e psicológico. Questionada sobre a possível identidade da vítima, a delegada Roberta Fortes revelou que a resposta para alguns questionamentos dependem do resultado de exames científicos. “Nós tivemos informações de quem poderia ser a vítima. A presa confessou quem seria a pessoa e que teria tido um relacionamento amoroso com ele, mas ainda vão ser feitos exames periciais para comprovar se é a real identidade”, disse. O corpo em decomposição foi encontrado após agentes da Polícia Militar atender a uma ordem de despejo contra imóveis ocupados de forma irregular no bairro Suíssa, zona Sul da capital.
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