Sergipe ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de empreendedorismo entre as mulheres. Um levantamento inédito realizado pelo Sebrae mostra que 34% dos empreendedores no Estado são do sexo feminino, percentual superior à média brasileira, que é de 31%. O índice é inferior apenas ao verificado no Distrito Federal e Rio de Janeiro. Em Sergipe, no ano de 2011, foram registradas 96.423 empreendedoras.
O estudo ‘As mulheres empreendedoras no Brasil’ mostra que o número de pessoas do sexo feminino que possuem um negócio em todo o país cresceu 21% entre 2001 e 2011, mais do que o dobro do crescimento registrado entre os homens. A pesquisa revela ainda que aumentou também, no mesmo período, o tempo de sobrevivência das empresas comandadas por mulheres. O percentual de empreendimentos criados há mais de cinco anos passou de 48% para 54%, enquanto o índice de negócios criados há menos de dois anos caiu de 30% para 25%.
O nível de escolaridade também é maior entre as mulheres empreendedoras do que entre os homens. 18% delas têm nível superior incompleto ou mais, enquanto o percentual no sexo masculino é de apenas 11%. Entre 2001 e 2011, o número médio de anos de estudo das mulheres cresceu 20%, passando de 7,0 anos para 8,4 anos.
"As mulheres estão ocupando mais espaço no mercado e buscando a qualificação necessária para empreender com sucesso. Isso é extremamente importante para a nossa economia, já que as empresas criadas por elas estão cada vez mais sólidas, resultando na geração de mais empregos", destaca o superintendente do Sebrae em Sergipe, Lauro Vasconcelos.
Setores – As mulheres empreendedoras têm uma presença maior nos setores de serviços e comércio, com índices de 33 % e 31%, respectivamente. Porém, nos últimos dez anos, foi verificado um aumento na participação feminina na Indústria (de 9% para 19%), o que demonstra a maior diversificação dessas atividades.
Os dados da pesquisa mostram que as mulheres ainda apresentam faturamento inferior aos homens. Mais de 70% delas recebem até dois salários mínimos, enquanto entre os homens esse percentual é de 59%. Por outro lado, o rendimento médio real das empresárias, já descontada a inflação, cresceu 41% nos últimos dez anos, quatro por cento a mais que entre os homens.
A necessidade de administrar uma dupla jornada (casa e trabalho) leva as mulheres empreendedoras a possuírem em uma carga de trabalho no seu negócio um pouco inferior a dos homens. Ainda assim, 25% delas trabalham mais de 45 horas por semana (42% dos homens trabalham no negócio mais de 45 horas). A média de horas trabalhadas na semana foi de 35 horas.
De acordo com o estudo, as empreendedoras contam com acesso mais facilitado aos meios de comunicação e informação que os homens. Quase 95% delas possuem telefone fixo ou celular em casa, 54% têm microcomputador e 48% contam com acesso à internet. O percentual entre os homens foi de 89%, 44% e 37%, respectivamente.
A pesquisa ‘ As Mulheres Empreendedoras no Brasil’ foi elaborada pelo Sebrae levando em consideração os dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio do IBGE, e do estudo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgada pelo próprio Sebrae, de 2012. O levantamento considerou como empreendedor, homens e mulheres, aquele que já possui um negócio.


