Na luta contra o reajuste de 14,81% na tarifa do transporte coletivo da Grande Aracaju, militantes do Movimento Não Pago estão tentando mobilizar os usuários do sistema para que, juntos, possam derrubar a Lei 245/2015 sancionada na semana passada pelo prefeito João Alves Filho. Colhendo assinaturas desde a última segunda-feira, 28, o grupo reafirmou que o mês de janeiro será de luta contra a falta de democracia estabelecida pela atual gestão municipal. A meta é conquistar cerca de 200 mil assinaturas e na sequência encaminhar para o Tribunal de Justiça de Sergipe.
De acordo com Flávio Marcel, membro do movimento, mesmo com as escolas, cursos técnicos e universidades em período de férias, é preciso que os passageiros indignados com a cobrança de R$ 3,10 assinem o abaixo-assinado e ajudem o grupo a pressionar o poder judiciário para que atenda aos anseios da maioria. Ciente das dificuldades em bater de frente com os interesses do poder executivo municipal, o militante destaca a união de todos os aracajuanos e demais moradores da Grande Aracaju neste período de vulnerabilidade econômica enfrentada pelo cidadão brasileiro.
"Não podemos em hipótese alguma nos entregar, precisamos resistir. É fato que os estudantes de férias diminui o movimento nos terminais e pontos de ônibus, essa é uma estratégia do prefeito que manda a proposta de aumento da tarifa justamente neste período. Não iremos sossegar enquanto esse desrespeito com todos nós não for reparado. Infelizmente João Alves não nos ouviu. Não chamaram a população para debater esse aumento. Pela terceira vez em três anos o prefeito das soluções na campanha eleitoral aumenta a tarifa e não aparenta se preocupar com a opinião daqueles que dependem do transporte público", lamentou.
Questionado sobre a atuação dos vereadores e do recesso de final de ano, Flávio parabenizou os nove parlamentares que votaram contra o projeto de reajuste da tarifa, e criticou os demais que votaram a favor do prefeito. Sobraram críticas também para os vereadores que se abstiveram do direito de voto, e contra os representantes do povo que não compareceram no dia da votação. "Foram nove a favor e nove contra, aí entra Vinicius Porto, que segue os interesses do prefeito e votou contra o povo. Agora, em recesso, não temos nem como protestar na frente da Câmara Municipal de Aracaju. Mais uma manobra da presidência realizada de forma paralela com João Alves", pontuou. (Milton Alves Júnior)


