Narcotraficante que se passou por morto é preso em condomínio de luxo em SP

A Polícia Civil de Sergipe desmontou a farsa de um narcotraficante que se passou por morto para escapar da Justiça e continuar comandando uma organização criminosa com atuação interestadual e internacional. Adriano Pereira Cosmo, de 24 anos, conhecido como “Puff”, foi preso no último dia 23, em um condomínio de luxo às margens de um lago, no município de Paranapanema, interior de São Paulo, após um trabalho de inteligência que contou com a identificação técnica realizada pelo Instituto de Identificação de Sergipe.
Apontado como líder de uma rede criminosa com ramificações na Colômbia, Bolívia e Paraguai, o investigado foi localizado a partir de ações conjuntas do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial da Polícia Civil de Sergipe, em integração com forças de segurança paulistas.
A prisão foi executada por equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas, em cumprimento a mandados expedidos pela Justiça Estadual de Sergipe e pela Justiça Federal de Foz do Iguaçu (PR), com acompanhamento direto do Cope.
Segundo o diretor do Cope, Dernival Eloi, o criminoso utilizou documentos fraudulentos, incluindo uma falsa certidão de óbito, numa tentativa de extinguir processos judiciais e se manter fora do radar das forças de segurança.
“O trabalho técnico de identificação foi decisivo. A fraude documental foi detectada, os mandados permaneceram válidos e conseguimos chegar ao paradeiro dele em São Paulo”, destacou.
Além dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, Adriano Cosmo possui um extenso histórico criminal, com condenações por homicídio, porte ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro, falsificação e uso de documentos falsos.
A prisão integra a Operação Hibernação Final, deflagrada após informações de inteligência apontarem que o investigado estaria escondido no local para passar as festas de fim de ano. As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Sergipe indicaram que “Puff” exercia papel de liderança em uma célula criminosa responsável por grandes carregamentos de entorpecentes.
Em ações anteriores relacionadas ao grupo, já haviam sido apreendidos cerca de 400 quilos de cocaína e 200 quilos de maconha, evidenciando a dimensão interestadual e internacional da organização criminosa.
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