O artista neste instante

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
O pulso do tempo 
e os rangidos do 
mundo inteiro no espaço supra-sensível de uma tela. Fábio Sampaio foi o primeiro artista visual a me convidar à metonímia do drama contemporâneo. A parte pelo todo. O plug que é pura eletricidade. Na coleção de signos amontoados pelo inventário iconográfico do artista, as implicações destes na vivência dos que tropeçam às cegas, alheios ao papel desempenhado no cortejo irrefletido da experiência urbana.
Sempre de olho na timeline, Fábio se antecipa ao consenso em construção e materializa a intenção coletiva em forma de argumento. Seja por meio dos curativos pregados à ideia, band-aids sobre a ferrugem que corrói a memória do lugar; seja na circunferência íntima dos vínculos afetivos, alusões e referências capturadas no lodo do próprio umbigo. Há sempre, em seu trabalho, um comentário sobre as questões em pauta na ordem do dia.
 
Uma porção de adjetivos fáceis reclamam parte na definição. Nenhum dá conta. Importa ressaltar, no entanto, a dimensão humana do enunciado. É no proveito subjetivo que as sinapses propostas pelo artista ganham justificativa. Falo por mim, ao menos. A tela assinada por Fábio Sampaio na parede de minha sala sublinha, feito lembrete: O instante é agora.
Mutatis Mutandis. Não admira, portanto, que o artista siga inventando moda, criando caso, projetando o seu trabalho nos grandes centros, onde o mercado de arte está consolidado, like the rolling stone. Em cada nova mostra, um novo tempo presente.

O pulso do tempo  e os rangidos do  mundo inteiro no espaço supra-sensível de uma tela. Fábio Sampaio foi o primeiro artista visual a me convidar à metonímia do drama contemporâneo. A parte pelo todo. O plug que é pura eletricidade. Na coleção de signos amontoados pelo inventário iconográfico do artista, as implicações destes na vivência dos que tropeçam às cegas, alheios ao papel desempenhado no cortejo irrefletido da experiência urbana.
Sempre de olho na timeline, Fábio se antecipa ao consenso em construção e materializa a intenção coletiva em forma de argumento. Seja por meio dos curativos pregados à ideia, band-aids sobre a ferrugem que corrói a memória do lugar; seja na circunferência íntima dos vínculos afetivos, alusões e referências capturadas no lodo do próprio umbigo. Há sempre, em seu trabalho, um comentário sobre as questões em pauta na ordem do dia. Uma porção de adjetivos fáceis reclamam parte na definição. Nenhum dá conta. Importa ressaltar, no entanto, a dimensão humana do enunciado. É no proveito subjetivo que as sinapses propostas pelo artista ganham justificativa. Falo por mim, ao menos. A tela assinada por Fábio Sampaio na parede de minha sala sublinha, feito lembrete: O instante é agora.
Mutatis Mutandis. Não admira, portanto, que o artista siga inventando moda, criando caso, projetando o seu trabalho nos grandes centros, onde o mercado de arte está consolidado, like the rolling stone. Em cada nova mostra, um novo tempo presente.

 

Compartilhe esta notícia