* Rômulo Rodrigues
Já quase no final do sétimo mês de governo Lula os registros de retomada da soberania da nação brasileira já nem é negada pelos bolsonaristas medianos, que vão substituindo o ódio pelo bom senso.
O grande acerto do novo governo é ter começado a reconstrução do País de terra arrasada, pelo País do crescimento econômico sustentável.
As notícias divulgadas em cantos de páginas da mídia corporativa dão conta de que com a inflação decrescente, somada ao aumento real do salário mínimo, toda a parcela de mais de 40 milhões de trabalhadoras e trabalhadores mais aposentados e pensionistas que recebem mensalmente o salário mínimo, já estão com um aumento real de 6,33% do poder de compra.
Acrescentados a isso os valores os valores que liberados pelo programa bolsa família, a circulação mensal de mais de R$ 15 bilhões, já fazem rodar a economia que estava engripada, nas feiras livres, bodegas, depósitos de material de construção, mercearias e pequenos comércios de bairros de grandes e médias cidades e muito mais; nas pequenas cidades onde são a base da economia popular, além do impulso na agricultura familiar.
Nos últimos dias o programa desenrola Brasil já fez com que mais de 2 milhões de pessoas tivessem os seus nomes limpos e voltassem ao mercado de consumo.
Como reflexo maior de que o Brasil caminha a passos largos para recuperar a posição de 6ª economia ocidental perdida de forma criminosa pelo golpe da ponte para o futuro, como bem propagou o então senador Romero Jucá, combinado com chefes militares, com ministros do supremo, com tudo; as sucessivas viagens do presidente lula pelo mundo já garantiram investimentos na ordem de mais de 200 bilhões de dólares e, a ascensão da presidenta deposta Dilma Rousseff ao comando do Banco dos BRICS, já dá uma garantia concreta ao enfrentamento ao domínio absoluto da moeda americana que já sofre os efeitos e dá sinais de enfraquecimento nos negócios internacionais.
No contexto da geopolítica mundial o presidente Lula, figura de destaque em reuniões do G-7+1, G-20 e bilaterais colocou o tema do meio ambiente como central para o equilíbrio do clima e da sobrevivência humana.
Nas ações internas do governo, o ministro da justiça Flavio Dino tem alcançado grande sucesso no combate aos diversos grupos armados criados no governo Bolsonaro, como tática militar orientada por comandantes das forças armadas para tocarem o terror interno e criarem clima para um golpe militar, freada pelo decreto do Presidente Lula para regular as armas, vai dar um freio no que já está catalogado como um capítulo de trevas.
Ninguém de bom senso deve esquecer que há um ano havia um golpe militar em curso e todos os grandes protagonistas tinham absoluta certeza de que sairiam vencedores e implantariam no Brasil uma ditadura militar mais sangrenta, corrupta e entreguista que a de 1º de abril de 1964, que durou 21 anos.
O pedido de aprovação para o golpe militar de 2022, ao ser negado pelo presidente americano Joe Biden, não por convicção democrática, mas, por precaução de não ter no Brasil uma réplica do seu inimigo interno Donald Trump, arrefeceu um pouco os ânimos dos novos gorilas, que não sabem agir fora das ordens expressas do Tio Sam e, não tiveram tempo nem cérebro para montar uma estratégia própria para desobedecerem as ordens do patrão.
O visível erro deles foi não estarem preparado para enfrentar um estadista da envergadura de um Luiz Inácio Lula da Silva, a quem odeiam por ser de origem pobre, com a força do povo e a convicção de que lutar pela democracia vale a pena, foi fatal para desarticular a camarilha de lacaios fardados.
Neste prosseguimento de semestre em que a reforma tributária dará um grande salto na economia, o Brasil democrático ainda tem um desafio crucial na sua cruzada pela construção de uma República de verdade; derrotar Campos Neto, último pilar que ainda resiste como alento dos que querem destruir a soberania da Nação.
Aos que criticam Lula, induzidos pelos jornalões O Globo, Folha de S. Paulo e Estadão, muito cuidado; eles defendem interesses contra os do País, e são os últimos sustentáculos da agiotagem financeira e da tentativa do retorno a um Brasil colonial.
Na verdade, tudo começou em 2005 quando Roberto Jeferson armou uma cena bizarra de propina a um aliado do 3º escalão dos Correios e propagou em aliança com o Partido Midiático que havia um esquema de pagamento mensal do governo do PT para compra de votos de deputados e senadores, cujo único objetivo era de vingança contra o ministro da casa civil José Dirceu, que havia barrados sua sanha de práticas corruptas.
O final desse enredo está bem nítido quando se vê as trajetórias dele e de José Dirceu após os desmascaramentos das mentiras.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


