* Rômulo Rodrigues
O Brasil parece que é um dos grandes países do mundo a não ser consolidado como uma democracia.
Alguns pontos na sua história são claros e nítidos de quais são as barreiras que impedem a conquista.
É incerto definir se o maior inimigo da democracia no Brasil está nas forças armadas, que insufla a elite, ou se está na elite que compra figurões destacados das forças armadas.
Nos dias atuais, dois fatos que ganharam as manchetes de noticias nos dão conta de que o medíocre general Augusto Heleno autorizou o garimpo de ouro em áreas preservadas da Amazônia e que o comando da FAB nomeou um chefe de milícia para um cargo em seus quadros.
Ambas, forças armadas e elite têm em comum o desprezo pela soberania do país e por qualquer melhoria na qualidade de vida da população, com destaque para o contingente mais pobre.
Estiveram, estão e estarão dispostas a golpearem sempre que houver qualquer possibilidade de uma política pautada pela inclusão pelo direito e inclusão pela renda.
O país que defendem com unhas e dentes é o país real que vivenciamos após um golpe de estado onde foram os artificies e comandantes.
Há sete anos, quando a presidenta Dilma se preparava para o seu segundo mandato, eles entraram em ação para frear a possibilidade já prevista de o Brasil ser a quinta economia do mundo e juntaram todas as suas forças para impedir a glorificação de uma nação que vencia seu passado de miséria, saindo do mapa da fome da ONU e alcançando marcas nunca pensadas; como um importante assento na poderosa OPEP e a entrada no seleto mundo do desenvolvimento nuclear pacífico com a construção de um submarino nuclear que dava assento permanente no conselho de segurança da ONU.
Tudo, durante os governos de um operário metalúrgico, retirante da seca do nordeste e de uma mulher que na juventude foi presa e brutalmente torturada por militares gorilas, por defender um Brasil soberano que é o oposto do submisso ao imperialismo, defendidopelos canalhas.
O contraste está exposto; há exatos sete anos o Brasil tinha na bacia das disputas mundiais, 388 bilhões de dólares de reservas cambiais; alcançara o pleno emprego da população economicamente ativa; inflação baixa e totalmente controlada; o maior PIB per capita do ocidente, com o pré-sal destinando 75% dos seus ganhos para a educação e 25% para a saúde e com enorme destaque por ser o país que enfrentou e venceu com políticas reais a maior crise do capitalismo mundial desde 1929.
Mesmo com todas as conquistas que colocavam o povo trabalhador brasileiro em um patamar de qualidade nunca alcançado na história; os vendilhões dos templos se organizaram e receberam ordens expressas do exterior para destruir o país, elegendo um inimigo interno para conquistarem seus objetivos de dominação.
O resultado de tudo é uma economia destruída, o patrimônio industrial em frangalhos, a volta da inflação de dois dígitos, a total falta de alimentos na mesa do povo, a volta do país ao mapa da fome e a chocante e deprimente visão diária de milhões de seres humanos disputando o que comer em caminhões e depósitos de lixo.
Mesmo com o fracasso estampado todos os dias, nas mais diversas mídias do país, o binário antipatriótico formado por militares e elite, não abre mão da missão de destruir o que havia sido construído e impedir a volta da democracia, que só virá sob o comando do ex-presidente Lula e sua política de desenvolvimento sustentável, recolocando o povo no centro do orçamento e ainda levar o Brasil de volta às agendas do G-7+1 e G-20.
Com a perspectiva de construção de uma aliança impensável antes e durante o golpe de 2016, comandada com habilidade pelo ex-presidente, o outro foco se volta para as construções possíveis de alianças em todos os estados da federação, com o Partido dos Trabalhadores sabendo ceder no pouco para ganhar no muito, para avançar na garantia do programama de governo que for aprovado pelo povo.
A garantia da volta do crescimento econômico com geração de empregos em larga escala só será possível com bancadas representativas e comprometidas nas duas casas legislativas a serem comandadas por quem tenha compromissos com o Brasil.
Diante de qualquer expectativa de ter um governador do PT e nenhum senador ou, ter um governador aliado e dois senadores do PT; não deverá haver vacilação. Dois senadores darão garantia à sustentação democrática.
* Rômulo Rodrigues é militante político


