O primeiro disco de João Bosco

 

O terceiro episódio da 
série digital do Sesc 
Pinheiros, Muito Prazer, Meu Primeiro Disco, é com o cantor, compositor e violonista, João Bosco que conta histórias do seu disco de estreia "João Bosco" (1973), com canções que se tornaram clássicos da MPB em parceria com Aldir Blanc.
Muito Prazer, Meu Primeiro Disco revisita os primeiros trabalhos de grandes nomes da história da música brasileira. São álbuns de estreia que, já nesse momento inicial, se mostram relevantes e consistentes, revelando célebres marcas da trajetória posterior do artista. Em cada episódio, um músico fala sobre o processo de criação e produção do disco, faixa a faixa, compartilhando ainda histórias e memórias afetivas.
"As hoje consagradas carreiras de todos esses artistas tiveram um ponto de partida. É sobre essas ‘pedras fundamentais’ da música popular brasileira que a gente vai se debruçar. Para além da riqueza de informações, é comovente ver esses criadores e criadoras olharem em perspectiva para um período tão marcante de formação – não apenas musical – de suas vidas", comenta Lucas Nobile, que acrescenta: "são discos que fizeram (e ainda fazem) parte da vida de muita gente. A série tem esse caráter documental e a intenção de manter acesos esses patrimônios da cultura e da identidade brasileiras".
O projeto foi idealizado pelo jornalista e escritor Lucas Nobile, com curadoria dele e de Zuza Homem de Mello (1933-2020), musicólogo, jornalista e produtor musical, com quem dividia as entrevistas. A mediação ficava por conta da jornalista Adriana Couto. Com a partida de Zuza, a partir da terceira edição Adriana Couto assume também, ao lado de Lucas Nobile, o papel de entrevistadora. Um texto crítico sobre as obras abordadas, assinado por Lucas Nobile, também acompanha os vídeos.
João Bosco – O cantor, compositor e violonista João Bosco de Freitas Mucci, mais conhecido como João Bosco, nasceu em Ponte Nova, Minas Gerais, no dia 13 de julho de 1946. O bandolim, o piano, o canto e o violino faziam parte de seu cotidiano. Aos 12 anos de idade ganhou um violão e passou a integrar o grupo de rock X-Gare.
Em 1961, transferiu-se para Ouro Preto para estudar engenharia, mas nunca deixou de lado o interesse pela música. Cinco anos mais tarde, conheceu, na casa do pintor Carlos Scliar, em Ouro Preto, o poeta Vinicius de Moraes, que viria a ser seu primeiro parceiro. Com o poeta, compôs "Rosa dos Ventos", "Samba do Pouso" e "O Mergulhador", entre outras canções.
O disco "João Bosco", com 11 faixas, lançado em 1973, consolida sua parceria com Aldir Blanc, em canções como "Tristeza de uma embolada", "Nada a desculpar" e "Boi", que ganharam notoriedade no cenário da música popular brasileira. No ano seguinte, suas canções "O mestre-sala dos mares", "Dois pra lá, dois pra cá" e "Caça à raposa", todas com Aldir Blanc, foram incluídas no repertório do LP Elis, lançado por Elis Regina.
"Desde ‘Tristeza de uma embolada’ até ‘Amon rá e o cavalo de tróia’ você vai ver um disco retratando um problema político brasileiro, um problema social e ao mesmo tempo a inquietação criativa de dois caras jovens que estavam na universidade, cada um com o sonho de criar, de participar dessa vida com algo poético. E eu acho que esse disco tem esse vigor, e não é só na canção, na poesia, na letra do Aldir, mas também na concepção dos arranjos," afirma João Bosco.

O terceiro episódio da  série digital do Sesc  Pinheiros, Muito Prazer, Meu Primeiro Disco, é com o cantor, compositor e violonista, João Bosco que conta histórias do seu disco de estreia "João Bosco" (1973), com canções que se tornaram clássicos da MPB em parceria com Aldir Blanc.
Muito Prazer, Meu Primeiro Disco revisita os primeiros trabalhos de grandes nomes da história da música brasileira. São álbuns de estreia que, já nesse momento inicial, se mostram relevantes e consistentes, revelando célebres marcas da trajetória posterior do artista. Em cada episódio, um músico fala sobre o processo de criação e produção do disco, faixa a faixa, compartilhando ainda histórias e memórias afetivas.
"As hoje consagradas carreiras de todos esses artistas tiveram um ponto de partida. É sobre essas ‘pedras fundamentais’ da música popular brasileira que a gente vai se debruçar. Para além da riqueza de informações, é comovente ver esses criadores e criadoras olharem em perspectiva para um período tão marcante de formação – não apenas musical – de suas vidas", comenta Lucas Nobile, que acrescenta: "são discos que fizeram (e ainda fazem) parte da vida de muita gente. A série tem esse caráter documental e a intenção de manter acesos esses patrimônios da cultura e da identidade brasileiras".
O projeto foi idealizado pelo jornalista e escritor Lucas Nobile, com curadoria dele e de Zuza Homem de Mello (1933-2020), musicólogo, jornalista e produtor musical, com quem dividia as entrevistas. A mediação ficava por conta da jornalista Adriana Couto. Com a partida de Zuza, a partir da terceira edição Adriana Couto assume também, ao lado de Lucas Nobile, o papel de entrevistadora. Um texto crítico sobre as obras abordadas, assinado por Lucas Nobile, também acompanha os vídeos.

João Bosco – O cantor, compositor e violonista João Bosco de Freitas Mucci, mais conhecido como João Bosco, nasceu em Ponte Nova, Minas Gerais, no dia 13 de julho de 1946. O bandolim, o piano, o canto e o violino faziam parte de seu cotidiano. Aos 12 anos de idade ganhou um violão e passou a integrar o grupo de rock X-Gare.
Em 1961, transferiu-se para Ouro Preto para estudar engenharia, mas nunca deixou de lado o interesse pela música. Cinco anos mais tarde, conheceu, na casa do pintor Carlos Scliar, em Ouro Preto, o poeta Vinicius de Moraes, que viria a ser seu primeiro parceiro. Com o poeta, compôs "Rosa dos Ventos", "Samba do Pouso" e "O Mergulhador", entre outras canções.O disco "João Bosco", com 11 faixas, lançado em 1973, consolida sua parceria com Aldir Blanc, em canções como "Tristeza de uma embolada", "Nada a desculpar" e "Boi", que ganharam notoriedade no cenário da música popular brasileira. No ano seguinte, suas canções "O mestre-sala dos mares", "Dois pra lá, dois pra cá" e "Caça à raposa", todas com Aldir Blanc, foram incluídas no repertório do LP Elis, lançado por Elis Regina.
"Desde ‘Tristeza de uma embolada’ até ‘Amon rá e o cavalo de tróia’ você vai ver um disco retratando um problema político brasileiro, um problema social e ao mesmo tempo a inquietação criativa de dois caras jovens que estavam na universidade, cada um com o sonho de criar, de participar dessa vida com algo poético. E eu acho que esse disco tem esse vigor, e não é só na canção, na poesia, na letra do Aldir, mas também na concepção dos arranjos," afirma João Bosco.

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