O PT daqui pra frente

* Rômulo Rodrigues

Toda e qualquer doença, seja no corpo humano, seja no corpo político, tem uma causa, que em grande escala não é devidamente combatida, e por isso, os efeitos se encarregam do agravamento do doente até a sua destruição.
A causa atual das sucessivas tentativas de "Crises" internas fabricadas, no e para o PT, têm origem, ainda no século passado e começou a ser debelada no segundo ano da segunda década deste século com a solução tampão da entrega do comando ao Deputado Federal Rogério Carvalho, como compensação do questionável episódio do atropelamento de uma das mais legítimas e inovadoras formas de escolha de candidato que é a Prévia instituída pelo PT.

O que os arquitetos do "Golpe" não contavam era que Rogério iria acumular forças, peitar a Plutocracia instalada, vencer o próximo PED e reinstalar no partido uma Governança Participativa e Democrática em que a tônica voltou a ser o funcionamento das instâncias partidárias e o respeito às suas deliberações.
O primeiro grande equívoco dos que não respeitaram a democracia interna do PT, foi iniciarem o ano de 2014 com um simulacro de "Guerra de Guerrilha" com o único objetivo de provocarem o terceiro turno do PED e enfraquecerem a Direção amplamente vitoriosa no processo eleitoral interno e desgastarem a imagem do Presidente Estadual eleito pela ampla maioria dos filiados que foram às urnas.

Na seqüência do calendário eleitoral petista veio o grande desafio de disputar as eleições gerais sem a presença do seu incontestável líder, o Governador Marcelo Deda, e mais uma vez o que deveria ser o grande momento de superação e reafirmação para todos, para alguns, foi mais uma oportunidade perdida para destruir a imagem e a liderança de Rogério.

Começa 2015 e os bem aventurados renovam as esperanças de que o òdiojornalismo e o antipetismo deflagrados contra Dilma, Lula e o PT fossem capazes de chamar as pessoas à razão e mostrar que estamos no mesmo barco e que o povo da Casa Grande não é seletivo nesse quesito, quer nos destruir a todos. Para eles parece que pouco importa, desde que no meio de todos estejam Rogério, João Daniel, Gualberto, Ana Lúcia e os demais que contribuíram para a retomada da ascensão petista.
Como bem aventurado de carteirinha, chamo à atenção dos que queiram encontra o caminho da salvação nas palavras do publicitário Carlito Rocha; "Nós não precisamos de muita coisa, precisamos apenas uns dos outros".

Uma coisa que não pode ser absorvida pela militância petista é que o PT saiu enfraquecido, ou menor, no último processo eleitoral. Essa é a lógica de quem faz conta de chegar. Não podemos admitir que um Partido que teve um candidato a Senador com mais votos que o candidato a Governador derrotado, que como Senador de segundo voto alardeava ser o mais votado da história de Sergipe, que como Partido foi o único a superar o quociente eleitoral, que teve as maiores votações de legenda, sem ter o cabeça de chapa, seja considerado perdedor apenas e tão somente por aceitar a matemática eleitoral que favorece aos parceiros e prejudica a si próprio. Ingênuo, pode ser. Derrotado, não!
 Uma outra coisa é a lógica matemática que o agrupamento que perdeu as eleições interna e gerais quer impor na ocupação dos espaços que o Partido tem no Governo Jackson Barreto, ignorando a própria regra de proporcionalidade do Partido, que foi obedecida na divisão dos cargos da Executiva e do Diretório.
Na composição para os cargos de Governo, teria que ser obedecida uma outra regra, que seria de um cálculo de média ponderada, que não está definida em nenhum documento do Partido, mas pelo método do bom senso, uma composição política que obteve sessenta por cento dos votos na disputa interna e cem por cento na disputa na sociedade, não pode ter o mesmo peso da que só teve quarenta por cento dos votos internos.

O desafio do PT daqui pra frente é saber fazer valer a importância para o Estado de Sergipe de ter no comando um quadro político do quilate de Rogério Carvalho, um Deputado Federal como João Daniel, de ter reeleito Deputados Estaduais como Francisco Gualberto e Ana Lúcia, de ter indicado dois Secretários de Estado como Esmeraldo Leal e Olivier Chagas e fundamentalmente da atração que vem despertando em Jovens como os que reunimos domingo num assentamento em Poço Redondo para se filiarem ao Partido dos Trabalhadores porque acreditam no novo paradigma de Reforma Agrária que está sendo defendido e que já têm as tarefas inovadoras de discutirem Projetos de Captação de Água e Economia Solidária para apresentarem aos novos Secretários.
 
* Rômulo Rodrigues é militante político

Compartilhe esta notícia