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O QUADRO SUCESSÓRIO DE ARACAJU PARA 2024 TENDE A ESCAPAR DA NUVEM DE DELÍRIO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS


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Publicado em 06 de abril de 2023
Por Jornal Do Dia Se


Rômulo Rodrigues

Soa meio como chover no molhado, dizer que a eleição do dia 6 de outubro de 2024, vai ter que esperar muita água correr por debaixo das pontes; isso vai!
Mas, quem disse que os fabricantes de opiniões publicadas estão ligando? Elas e eles não estão nem aí o povo e cada dia colocam uma peça a mais no tabuleiro do xadrez político.
No momento os especuladores movimentam cinco pedras onde destacam duas torres que serão movimentadas pelo governador Fabio Mitidieri e pelo prefeito Edvaldo Nogueira ou, vice versa como Saracura e Pirilampo na novela O rei do gado.
Ainda não declarado e apenas noticiado e não desmentido, falam de um bispo como opção do senador Rogério Carvalho e um cavalo que quer vir a galope pela vontade dele fazendo zoada nos paralelepípedos da não tão velha cidade, sem arrepiar.
Quando parecia que estava fechada a lista do pensamento machista que se arvora de ser dono da vontade sobre a senhora que irá completar 169 anos, com a velha máxima de que o povo só precisa de Pão e Circo, mesmo com pouca citação, vem quem sazonalmente oferece o Circo.
Debutam na passarela, de surpresa, dois varões vindos do interior, debochando dos apadrinhados e, desafiadores, se metem no tabuleiro, afrontando os que são mexidos.
Todo esse sarapatel de coruja se vê e se lê nos escritos de Blogs e Sites e no palavreado dos programas radiofônicos diariamente. Num converseiro estático e repetitivo que não faz avançar nenhuma linha de raciocínio lógico, nenhum pensamento crítico, e segue uma pequena reta que vai do nada a lugar nenhum.
É uma tese tão consagrada na repetição que sequer, leva em consideração o exemplo de 2022, em que: O candidato apoiado pelo governador e pelo prefeito da capital ficou em terceiro lugar na votação votada, no primeiro turno, e ganhou no segundo turno porque a Lei do Desenvolvimento Desigual e Combinado das Sociedades apareceu de repente e colocou a burrice obtusa -perdoem a redundância- de quem tinha o resultado da eleição na mão e virou o balde cheio de leite, ou mais lógico, jogou o apurado no mato.
No momento, o que se vê sinalizado nas avaliações populares, inclusive, pesquisas de responsa, é que a feminina e bem conservada cidade de Aracaju, dá sinais muito explícitos de querer uma mulher como vencedora do futuro pleito e, insistir com homens, ungidos pelas benções do governador ou do prefeito, ou trem descarrilhado ou debutantes entoando a primeira festa do interior, poderá ser apenas o caminho para dar com os burros n’agua.
Quem se der ao luxo ou simples curiosidade de ler pelos caminhos de Santiago, as pedras filosofais dos Urais e dos Murais, vai encontrar encoberta pela poeira do tempo de domínio machista, que a capital dos sergipanos contém uma população de 52% de mulheres.
Daí, meu caro Watson, sobram 48% que são exatamente filhos e filhas dessas iluminadas e abençoadas mulheres, de onde nasce a incógnita; com tamanho poderio, por que entregar de mão beijada a governança política a homens que precisam ser ungidos por outros homens para determinarem que lugar de mulher não é onde ela quiser?
Para atestar o raciocínio, há uma pesquisa bem recente, feita por gente séria aqui da terra que indica que a preferência do votante aracajuano coloca no pelotão da frente da corrida eleitoral, exatamente quatro mulheres que, em eleições recentes, tem demonstrado gosto pelas disputas e receberam grandes afagos em termos de votos; fora uma que pode surpreender.
Em tempos recentes, quando a política não estava sendo tão atacada pela mídia corporativa, era comum a Central Única dos Trabalhadores e vários sindicatos fazerem votações simuladas no cruzamento dos calçadões do centro comercial e checar a temperatura.
Nos dias atuais, alguma entidade da sociedade civil poderia fazer com mais criatividade colocando, por exemplo, em um espaço público tipo biblioteca ou galeria, algumas urnas com os retratos de candidatos e candidatas ao lado, ou acima e num período pré-estabelecido, fazer a contagem de votos, onde basta expor 5 mulheres e 5 homens, para alvoroçar um pouco o ambiente político.

Rômulo Rodrigues, dirigente sindical aposentado, é militante político

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