OAB reúne sindicalistas para organizar ato contra a PEC 241.

 

O Estado de Sergipe registrou na manhã de ontem o primeiro ato público contrário à Proposta de Emenda Constitucional 241/2016, que congela os investimentos federais nos serviços sociais até o ano de 2036. A mobilização foi registrada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ Seccional Sergipe), e contou com a participação do presidente Henri Clay Andrade, diretórios estudantis e líderes sindicais. O objetivo do encontro foi debater a PEC, e agendar um movimento unificado contra a proposta apresentada na semana passada pelo presidente da república, Michel Temer. O texto foi aprovado na última segunda-feira, 10, pelos deputados federais.
Os laços que interligam os sindicatos e a atual gestão da OAB não andam muito firmes, uma vez que no semestre passado a própria ordem sergipana compôs um grupo de seccionais apoiadoras do impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Mesmo ainda intrigados com esse apoio concedido à antiga oposição da petista, muitos preferem acreditar que a OAB está disposta a contribuir com ações públicas que possam barrar a votação da PEC no Senado federal. De acordo com Henri Clay Andrade, "será uma geração perdida, porque perderá a cada ano o acesso à universalidade da cultura, da saúde e dos cargos públicos", disse.
Ainda conforme avaliação da instituição, a PEC é inconstitucional porque interrompe o avanço progressivo dos direitos fundamentais sociais, na medida em que faltarão recursos financeiros para investimentos em políticas públicas nas áreas essenciais do poder público e vitais para o povo brasileiro. Durante a reunião, Henri Clay destacou a necessidade de todos os sergipanos se unirem a favor da queda da PEC e da valorização dos investimentos contínuos aos serviços básicos de saúde, educação e cultura, por exemplo. A meta é pressionar os senadores sergipanos para que eles votem contra a proposta.
"Estamos debatendo esse PEC sem nenhuma interferência política partidária. Queremos defender o cidadão sergipano, o cidadão brasileiro. Como somos integralmente contra essa medida, estamos levando essa posição contrária para o conselho nacional. Esse é o momento de mobilizar o povo e informar que esse processo é prejudicial a gerações de brasileiros. Não podemos, e não iremos aceitar que o Brasil sofra com novos retrocessos e aí está a importância de nos unir com a classe trabalhadora junto aos sindicatos e demais movimentos", pontuou.
Presente no dialogo, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese), e membro da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Roberto Silva, avaliou a PEC como uma ação de desfavor à educação do Brasil. Na avaliação do sindicalista, caso a peça seja aprovada no Senado e sancionada pelo presidente peemedebista, as próximas gerações de estudantes vão sofrer com um ensino ainda mais defasado e desqualificado. Os professores se somam à proposta de inviabilizar a aprovação da PEC.
"Entendemos perfeitamente que esta medida trata-se de mais um golpe contra a educação pública brasileira. O que mais nos deixa preocupados é com o futuro da nação; com essa bolsa de malefícios, a tendência real é que todos os estudantes encontrem mais dificuldades para concluir o ensino básico e chegar ao ensino superior. Vamos pressionar os três senadores sergipanos para que eles não sejam a favor desse retrocesso", afirmou. Até o início da noite de ontem não foi divulgada a programação dos próximos atos a serem realizados no Estado de Sergipe.
Participaram do encontro representante da Igreja Católica; da Defensoria Pública; do COREN; do SINDIPREV; do Levante Popular da Juventude; do Sintese; das centrais sindicais CUT, CTB e UGT; do Sindijor; do Movimento Não Pago; do MNDH/SE; do Conselho Estadual de Saúde; do SEESE; do SINTUFS; do SINDISAN; do Movimento Rua; do Amo Ser Trans; e do SINDINUTRISE.

O Estado de Sergipe registrou na manhã de ontem o primeiro ato público contrário à Proposta de Emenda Constitucional 241/2016, que congela os investimentos federais nos serviços sociais até o ano de 2036. A mobilização foi registrada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ Seccional Sergipe), e contou com a participação do presidente Henri Clay Andrade, diretórios estudantis e líderes sindicais. O objetivo do encontro foi debater a PEC, e agendar um movimento unificado contra a proposta apresentada na semana passada pelo presidente da república, Michel Temer. O texto foi aprovado na última segunda-feira, 10, pelos deputados federais.

Os laços que interligam os sindicatos e a atual gestão da OAB não andam muito firmes, uma vez que no semestre passado a própria ordem sergipana compôs um grupo de seccionais apoiadoras do impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Mesmo ainda intrigados com esse apoio concedido à antiga oposição da petista, muitos preferem acreditar que a OAB está disposta a contribuir com ações públicas que possam barrar a votação da PEC no Senado federal. De acordo com Henri Clay Andrade, "será uma geração perdida, porque perderá a cada ano o acesso à universalidade da cultura, da saúde e dos cargos públicos", disse.

Ainda conforme avaliação da instituição, a PEC é inconstitucional porque interrompe o avanço progressivo dos direitos fundamentais sociais, na medida em que faltarão recursos financeiros para investimentos em políticas públicas nas áreas essenciais do poder público e vitais para o povo brasileiro. Durante a reunião, Henri Clay destacou a necessidade de todos os sergipanos se unirem a favor da queda da PEC e da valorização dos investimentos contínuos aos serviços básicos de saúde, educação e cultura, por exemplo. A meta é pressionar os senadores sergipanos para que eles votem contra a proposta.

"Estamos debatendo esse PEC sem nenhuma interferência política partidária. Queremos defender o cidadão sergipano, o cidadão brasileiro. Como somos integralmente contra essa medida, estamos levando essa posição contrária para o conselho nacional. Esse é o momento de mobilizar o povo e informar que esse processo é prejudicial a gerações de brasileiros. Não podemos, e não iremos aceitar que o Brasil sofra com novos retrocessos e aí está a importância de nos unir com a classe trabalhadora junto aos sindicatos e demais movimentos", pontuou.

Presente no dialogo, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese), e membro da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Roberto Silva, avaliou a PEC como uma ação de desfavor à educação do Brasil. Na avaliação do sindicalista, caso a peça seja aprovada no Senado e sancionada pelo presidente peemedebista, as próximas gerações de estudantes vão sofrer com um ensino ainda mais defasado e desqualificado. Os professores se somam à proposta de inviabilizar a aprovação da PEC.

"Entendemos perfeitamente que esta medida trata-se de mais um golpe contra a educação pública brasileira. O que mais nos deixa preocupados é com o futuro da nação; com essa bolsa de malefícios, a tendência real é que todos os estudantes encontrem mais dificuldades para concluir o ensino básico e chegar ao ensino superior. Vamos pressionar os três senadores sergipanos para que eles não sejam a favor desse retrocesso", afirmou. Até o início da noite de ontem não foi divulgada a programação dos próximos atos a serem realizados no Estado de Sergipe.

Participaram do encontro representante da Igreja Católica; da Defensoria Pública; do COREN; do SINDIPREV; do Levante Popular da Juventude; do Sintese; das centrais sindicais CUT, CTB e UGT; do Sindijor; do Movimento Não Pago; do MNDH/SE; do Conselho Estadual de Saúde; do SEESE; do SINTUFS; do SINDISAN; do Movimento Rua; do Amo Ser Trans; e do SINDINUTRISE.

 

Compartilhe esta notícia