Operação da PF combate desvio de recursos em municípios de SE

(Divulgação/PF)
Milton Alves Júnior
 
Agentes da Polícia Federal cumpriram no início da manhã de ontem mandados de busca e apreensão contra integrantes suspeitos de operacionalizar uma complexa organização criminosa responsável pelo desvio de verbas públicas em municípios de Sergipe e Alagoas e por crimes contra o sistema financeiro nacional e agiotagem. Conforme revelado pela Diretoria Geral da Polícia Federal, para esta ação foram convocados 130 agentes, e mais quatro auditores da Controladoria Geral da União (CGU). Por intermédio de comunicado oficial, após a conclusão desta etapa, a corporação informou que foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, três mandados de suspensão da função pública, além do sequestro de bens e valores, deferidos pela Justiça Federal de Sergipe, Alagoas e Bahia, além da Justiça Estadual de Sergipe.
Divididas em cinco linhas de atuação, estas buscas unificadas são desdobramentos da Operação Palude. Iniciada no ano de 2020, ela visava apurar a suspeita de desvio de recursos públicos destinados ao enfrentamento da COVID-19, no município de Pacatuba-SE. Fruto destas investigações foram identificadas irregularidades na contratação e execução dos serviços e na destinação dos recursos no montante R$ 1.071.221,90. Ainda sobre as cinco ações operacionais distintas, a Polícia Federal destacou a 3ª fase da Operação Palude, a qual tem como objetivo central reprimir a prática de fraudes destinadas à ocultação do patrimônio adquirido pela organização criminosa, assim como identificar e sequestrar bens móveis, imóveis e semoventes até então desconhecidos pelos órgãos incumbidos da persecução penal. Estima-se que os contratos somam R$ 45 milhões.
Durante os cumprimentos dos mandados, uma pessoa foi presa em flagrante com uma arma de fogo sem registro, em Lagarto. Também foram apreendidos R$ 78 mil em espécie, celulares e equipamentos eletrônicos. Os mandados estão sendo cumpridos em 13 municípios diferentes nos estados de Sergipe, Bahia, Alagoas e Rio Grande do Sul. São eles: Aracaju (SE), Barra dos Coqueiros (SE), Lagarto (SE), São Domingos (SE) Itabaiana (SE), Maceió (AL), Piaçabuçu (AL), Marechal Deodoro (AL), Campo Alegre (AL), Arapiraca (AL), Dias D’Ávila (BA), Alagoinhas (BA) e Santo Ângelo (RS). De forma detalhada, a Polícia Federal citou a Operação Poço 17, responsável por aprofundar as investigações de possíveis crimes de fraude a licitações, desvio de recursos públicos e organização criminosa.
Os indícios indicam que estas práticas aconteciam em conluio com agentes públicos do município de São Domingos (SE). As fraudes têm relação com contrato firmado para o fornecimento de veículos à municipalidade, com indício de não prestação dos servidos contratados, no montante de R$ 2.484.400. A terceira investigação trata-se da Operação Palmeiras, criada com a finalidade de aprofundar as investigações de possíveis crimes de fraude a licitações, desvio de recursos públicos e organização criminosa, praticados em conluio com agentes públicos do município de Piaçabuçu (AL). As fraudes são em contratos de cerca de R$ 5 milhões para prestação de serviços com o município.
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