As polícias Civil e Militar realizaram na manhã de ontem uma operação para localizar acusados de integrar uma quadrilha responsável por diversos crimes ocorridos em Simão Dias (Centro-Sul). O grupo foi investigado durante seis meses pela Delegacia de Simão Dias e, segundo as apurações, comanda a venda de drogas na cidade e com uso de crianças e adolescente, além de provocar assaltos e assassinatos. A operação para prendê-los teve o apoio da Divisão de Inteligência Policial (Dipol), do Canil do Batalhão de Choque (BPChq) e da 3ª Companhia do 7º Batalhão da Polícia Militar (3ª Cia/7º BPM). O Grupamento Tático Aéreo (GTA) também prestou apoio com um helicóptero.
Os presos foram identificados como Aluísio Cevero Paes, Iuri Santos Pereira, Sérgio Ricardo Barros Santos, Luiz Augusto Silva Passos Júnior, Ronaldo da Silva Pereira, Rose da Conceição Sá, Roberto Freitas dos Santos, José Everaldo Rodrigues dos Santos (o "Pepe"), Cláudio José Santos Ferreira Leal, Adelson de Souza Tavares e Maria Selma de Jesus Santos.
Com eles, foram apreendidos papelotes com maconha, 70 cápsulas contendo cocaína, tipo ‘escama de peixe, e munições de revólver 38. No final da manhã, os policiais também apreenderam, em uma das casas dos criminosos, cerca de 500 gramas de crack. Em parceria, policiais civis e militares abordaram residências suspeitas e realizaram buscas a pessoas procuradas pela Justiça e materiais como drogas ilícitas e armas ilegais.
O delegado de Simão Dias, Eurico Nascimento, disse que as investigações para desarticular a quadrilha iniciaram há seis meses a partir de prisões aleatórias de traficantes, denúncias da população e pelo pedido desesperado de mães de viciados que procuravam à delegacia para passar informações sobre os integrantes da quadrilha. "Iniciamos as investigações e fizemos um relatório de 38 páginas solicitando à Justiça a prisão de todos os envolvidos".
Eurico reforçou que alguns integrantes do bando têm passagem por roubo, tentativa de homicídio e tráfico de drogas. "Identificamos que um dos traficantes que seria preso nesta operação foi morto semana passada, provavelmente em um acerto de contas do tráfico", revelou, referindo-se a um suspeito identificado como "Lukinhas Cabeça", apontado como um dos líderes da quadrilha.
De acordo com a diretora da Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci), delegada Viviane Pessoa, a operação contou 16 delegados e 110 agentes e escrivães, além de dezenas de policiais militares divididos em 19 equipes. "Esta quadrilha é responsável por vários crimes praticados nas cidade de Lagarto e Simão Dias e em algumas cidades vizinhas; frequentemente também envolviam menores de idade nos crimes", assegurou a coordenadora.
Ela destacou que esta é terceira grande operação realizada na região, sendo duas em Lagarto onde foram presos 21 criminosos e nesta quarta-feira mais 11 detidos em Simão Dias, totalizando 32 presos. "Temos observado que este trabalho de inteligência tem propiciado uma redução de crimes homicídios na região Centro-Sul. Somente em Lagarto a redução ultrapassa os 80%", garantiu a delegada.


