Cândida Oliveira
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Os operários que trabalham na reforma do Estádio Lourival Batista, o ‘Batistão’, cruzaram os braços na manhã de ontem, 24. Reunidos na frente de uma das entradas do estádio aproximadamente 40 trabalhadores reclamavam do atraso do pagamento do adiantamento salarial, do vale-transporte e do ticket alimentação.
O carpinteiro Roberto Lima relatou que a gerência da Construtora MRM garantiu que pagariam o vale-transporte. "Disseram que poderíamos trabalhar que eles pagariam o transporte, que o dinheiro ia entrar na conta, mas nada de dinheiro, eles estão enganando a gente. Sofremos porque temos aluguel para pagar, comida para comprar e ninguém resolve a situação", denunciou.
Na última segunda-feira, 21, os trabalhadores também paralisaram as atividades, pois a maior parte dos trabalhadores reside dos municípios do interior sergipano e sem o vale-transporte não tem como se deslocar. "Estamos pagando para trabalhar, pois durante 21 dias pagamos nossa passagem, a empresa só reembolsou seis dias. Depois que o time da Grécia saiu os problemas começaram", contou o carpinteiro Marcos Ramos. No mês de junho, os jogadores da Grécia treinaram no Batistão durante os jogos da Copa do Mundo.
Essa não é a primeira vez que os operários do Batistão param as atividades. Em abril deste ano eles também paralisaram os serviços, bem como em setembro do ano passado. Em abril a categoria pedia aumento salarial e da cesta básica, regularização do vale-transporte e pagamento das horas extras. Segundo o assessor de comunicação da Secretaria de Estado da infraestrutura, Nivaldo Cândido, as interrupções do trabalho não prejudicam o andamento da obra. "A previsão de entrega da obra continua a mesma, o estádio deve ser inaugurado no final do mês de novembro deste ano", assegurou.
Sobre a paralisação dos operários, Nivaldo disse que o problema foi entre a matriz da MRM que está localizada em Salvador (BA) e a filial aracajuana. "Houve um atraso de documentação, por isso o salário não foi pago na data prevista, mas recebemos a garantia da gerência da construtora que até o final da tarde de hoje (ontem) o pagamento estará na conta dos funcionários". Ele também garantiu que não há problemas no repasse do Governo do Estado para a MRM.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Terraplanagem (Sintracon), Raimundo Luiz Reis, também relatou que recebeu garantias da empresa. "O gerente da MRM Paulo afirmou que os trabalhadores não ficarão sem receber seus direitos, então, vamos aguardar". O sindicalista disse ainda que caso a empresa não cumpra o acordado, ninguém volta à obra. "Se sexta-feira o pagamento não tiver sido efetuado, ninguém volta ao trabalho. Inclusive o gerente disse que os dias parados não serão descontados".


