Operários voltam a paralisar obras no Batistão

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Os operários que trabalham nas obras de reforma do estádio Lourival Batista, o Batistão, voltaram a paralisar por algumas horas da manhã de ontem as atividades.
Os serviços foram retomados após reunião com representantes dos sindicatos, empresa e governo, na qual ficou acertado o pagamento de R$ 170 referentes à concessão de cestas básicas aos trabalhadores e aumento salarial, reivindicações da categoria.
No final da manhã, os trabalhadores se reuniram com representantes da empresa e ficou acordado que os operários terão as reivindicações atendidas. O trabalho foi retomado no início da tarde.
Esta foi a terceira paralisação da categoria. Os operários já suspenderam as obras do Batistão em setembro do ano passado e mais recentemente dia 26 de março. No dia seguinte à segunda greve, eles voltaram a trabalhar, mas alertaram que se não fossem atendidas as reivindicações, eles retornariam à greve e dessa vez por tempo indeterminado.
A mobilização foi organizada pelos operários para cobrar da empresa responsável pela obra, a MRM Construtora, o pagamento da cesta básica e o reajuste e cumprimento de outras cláusulas de acordo coletivo.
De acordo com informações da assessoria de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Manutenção e Montagem do Estado de Sergipe (Sintepav/SE), depois de reunião realizada na manhã de ontem, foi acordado que a empresa regularize o pagamento da cesta básica até amanhã, quinta-feira.
Além do Sintepav, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil também participa das negociações. A paralisação afeta diretamente o cronograma da obra do Batistão, que sediará os treinamentos da seleção da Grécia para a Copa do Mundo.
A previsão de conclusão da obra é até o final deste mês, mas com os atrasos já não é descartada a entrega para maio. A reforma e modernização do estádio Lourival Batista é de responsabilidade da Secretaria da Infraestutura (Seinfra), sendo investidos R$ 15,5 milhões, oriundos do Governo do Estado. O novo estádio terá capacidade máxima para 15 mil pessoas. As principais intervenções são: ampliação de três degraus das arquibancadas, instalação de alambrado de vidro, construção de dois pórticos, construção de cinco bancos de reservas, construção do novo estacionamento, mudança dos vestiários dos árbitros, aplicação de 14.500 cadeiras, construção de dois banheiros para portadores de necessidades especiais, revestimento de todas as fachadas com brises metálicos, novo placar full color, novo sistema de prevenção e combate a incêndio e pânico, além do novo gramado.
Também está sendo iniciada mobilização em todo o país para organização de protestos lembrando a morte de diversos operários em espaços de construções que fazem parte do calendário de obras para a copa do mundo. A categoria cobra mais segurança de trabalho nos canteiros de obras.

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