Os projetos dos bolsonaristas em Sergipe

O deputado federal Laércio Oli
veira (PP) e o deputado esta
dual Rodrigo Valadares (PTB) se empenham abertamente em defesa do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e das suas pautas antidemocráticas. O primeiro não só apoiou financeiramente as manifestações de 7 de Setembro convocadas pelo presidente, como participou, ao lado de colegas empresários, da manifestação em Aracaju. O outro, além de patrocinar caravanas para o ato de Aracaju, foi à Brasília acompanhar o discurso do presidente.
Laércio está com Bolsonaro em função do ódio ao PT, a defesa das pautas conservadores e, principalmente, o arrocho aos trabalhadores com a anulação da CLT, como propôs ao relatar a minirreforma trabalhista ainda no governo Michel Temer, o fim da rede de proteção social, e a redução de impostos para os empresários. Rodrigo apoia mesmo as pautas antidemocráticas, como o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, proposto por Bolsonaro ao Senado Federal em função das investigações por ameaças às instituições que levaram à prisão, entre outros, do ex-deputado federal Roberto Jeferson, presidente nacional do PTB, e da volta do voto impresso.
Nas eleições municipais de 2020, o delegado Paulo Márcio (DC), Rodrigo Valadares e o publicitário Lúcio Flávio (Avante), que foram candidatos derrotados a prefeito de Aracaju, e o empresário João Tarantela (DEM), travaram guerra pública através das redes sociais em busca do reconhecimento de que são ‘bolsominions’ de primeira hora.
Apesar do desgaste de Bolsonaro com ataques e recuos contra as instituições, a volta da inflação, os aumentos semanais dos preços dos combustíveis, riscos de apagão, além do aumento das taxas de desempregados e do número de pobres, o número de eleitores conservadores e antidemocráticos têm aumentado muito em todo o país, inclusive em Sergipe. Na manifestação de 7 de Setembro em Aracaju participaram milionários e grandes empresários, como Laércio Oliveira, mas também pessoas muito pobres que se deslocaram para a Atalaia de transporte público ou em veículos próprios caindo aos pedaços.
Nas eleições presidenciais de 2018, Bolsonaro perdeu em Sergipe nos dois turnos para Fernando Haddad (PT): no primeiro turno, Haddad obteve 571.234 votos (50,09%) contra 310.310 (27,21%) de Bolsonaro; no segundo, Haddad chegou a 759.061 votos (67,54%) e Bolsonaro 364.860 (32,46%).
Em Aracaju, Bolsonaro venceu no primeiro turno, com 155.892 votos (52,76%) enquanto Haddad (PT) obteve 85.326 votos (28,42%). O resultado se inverteu no segundo turno, quando o petista recebeu o apoio de partidários de todos os demais candidatos de centro-esquerda – Haddad 155.892 votos (52,76%) e Bolsonaro 139.603 (47,24%).
No próximo ano, as eleições estaduais serão muito influenciadas pelo pleito presidencial, principalmente se vier a ocorrer mais uma disputa entre o PT, desta vez com o ex-presidente Lula, e Bolsonaro, caso ele consiga terminar o mandato e não fique inelegível em função dos ataques antidemocráticos e as fake news em investigação no TSE. Há também a busca por um outro nome conservador para ser considerado a terceira via.
O bloco de partidos que apoia o governador Belivaldo Chagas (PSD) incluiu do PT ao PP de Laércio. O PT deverá apresentar a candidatura do senador Rogério Carvalho, que será o grande adversário do escolhido pelo governador. Nos partidos que permanecerem aliados deverá haver mais de um candidato a presidente.
As ambições de Laércio e Rodrigo são bem diferentes em relação as eleições estaduais de 2022. O primeiro almeja ser candidato a governador com o apoio de Belivaldo, cargo também almejado pelo deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) e o prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), mas pode se contentar com a disputa da única vaga ao Senado – se tiver o apoio de todos – ou mesmo uma reeleição facilitada. Rodrigo tenta se consolidar como a opção mais conservadora para a Câmara Federal.
O voto bolsonarista em Sergipe ainda é uma incógnita, apesar do apoio escancarado da bancada federal e da classe empresarial. Em 2020 os resultados não foram os esperados. Por isso Laércio Oliveira dificilmente toparia uma disputa sem o apoio do governador.

O deputado federal Laércio Oli veira (PP) e o deputado esta dual Rodrigo Valadares (PTB) se empenham abertamente em defesa do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e das suas pautas antidemocráticas. O primeiro não só apoiou financeiramente as manifestações de 7 de Setembro convocadas pelo presidente, como participou, ao lado de colegas empresários, da manifestação em Aracaju. O outro, além de patrocinar caravanas para o ato de Aracaju, foi à Brasília acompanhar o discurso do presidente.
Laércio está com Bolsonaro em função do ódio ao PT, a defesa das pautas conservadores e, principalmente, o arrocho aos trabalhadores com a anulação da CLT, como propôs ao relatar a minirreforma trabalhista ainda no governo Michel Temer, o fim da rede de proteção social, e a redução de impostos para os empresários. Rodrigo apoia mesmo as pautas antidemocráticas, como o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, proposto por Bolsonaro ao Senado Federal em função das investigações por ameaças às instituições que levaram à prisão, entre outros, do ex-deputado federal Roberto Jeferson, presidente nacional do PTB, e da volta do voto impresso.
Nas eleições municipais de 2020, o delegado Paulo Márcio (DC), Rodrigo Valadares e o publicitário Lúcio Flávio (Avante), que foram candidatos derrotados a prefeito de Aracaju, e o empresário João Tarantela (DEM), travaram guerra pública através das redes sociais em busca do reconhecimento de que são ‘bolsominions’ de primeira hora.
Apesar do desgaste de Bolsonaro com ataques e recuos contra as instituições, a volta da inflação, os aumentos semanais dos preços dos combustíveis, riscos de apagão, além do aumento das taxas de desempregados e do número de pobres, o número de eleitores conservadores e antidemocráticos têm aumentado muito em todo o país, inclusive em Sergipe. Na manifestação de 7 de Setembro em Aracaju participaram milionários e grandes empresários, como Laércio Oliveira, mas também pessoas muito pobres que se deslocaram para a Atalaia de transporte público ou em veículos próprios caindo aos pedaços.
Nas eleições presidenciais de 2018, Bolsonaro perdeu em Sergipe nos dois turnos para Fernando Haddad (PT): no primeiro turno, Haddad obteve 571.234 votos (50,09%) contra 310.310 (27,21%) de Bolsonaro; no segundo, Haddad chegou a 759.061 votos (67,54%) e Bolsonaro 364.860 (32,46%).
Em Aracaju, Bolsonaro venceu no primeiro turno, com 155.892 votos (52,76%) enquanto Haddad (PT) obteve 85.326 votos (28,42%). O resultado se inverteu no segundo turno, quando o petista recebeu o apoio de partidários de todos os demais candidatos de centro-esquerda – Haddad 155.892 votos (52,76%) e Bolsonaro 139.603 (47,24%).
No próximo ano, as eleições estaduais serão muito influenciadas pelo pleito presidencial, principalmente se vier a ocorrer mais uma disputa entre o PT, desta vez com o ex-presidente Lula, e Bolsonaro, caso ele consiga terminar o mandato e não fique inelegível em função dos ataques antidemocráticos e as fake news em investigação no TSE. Há também a busca por um outro nome conservador para ser considerado a terceira via.
O bloco de partidos que apoia o governador Belivaldo Chagas (PSD) incluiu do PT ao PP de Laércio. O PT deverá apresentar a candidatura do senador Rogério Carvalho, que será o grande adversário do escolhido pelo governador. Nos partidos que permanecerem aliados deverá haver mais de um candidato a presidente.
As ambições de Laércio e Rodrigo são bem diferentes em relação as eleições estaduais de 2022. O primeiro almeja ser candidato a governador com o apoio de Belivaldo, cargo também almejado pelo deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) e o prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), mas pode se contentar com a disputa da única vaga ao Senado – se tiver o apoio de todos – ou mesmo uma reeleição facilitada. Rodrigo tenta se consolidar como a opção mais conservadora para a Câmara Federal.
O voto bolsonarista em Sergipe ainda é uma incógnita, apesar do apoio escancarado da bancada federal e da classe empresarial. Em 2020 os resultados não foram os esperados. Por isso Laércio Oliveira dificilmente toparia uma disputa sem o apoio do governador.

Belivaldo reduz espaço do PT

O advogado Manuel Dernival Santos Neto, que comanda o escritório de representação de Sergipe em Brasília, será o novo secretário de Estado da Administração em substituição a George Trindade, que assumirá o comando do Ipesaúde.

Derninho, como é conhecido, é filho do ex-deputado federal Acival Gomes. Tem experiência administrativa, com passagem pela Emurb, Codise e Cohidro. Em Brasília depois que deixou a Codise, assumiu o cargo de diretor de Administração do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no governo Michel Temer. George Trindade, que é técnico e foi presidente da Jucese, assume o Ipesaúde na cota pessoal do governador Belivaldo Chagas.

A ida de George Trindade para o Ipes representa mais uma etapa do rompimento político do governo Belivaldo Chagas com o PT, que já perdeu recentemente o comando da Secretaria da Agricultura para o ex-deputado federal André Moura (PSC) e agora perde o Ipesaúde, que tinha como presidente Christian Oliveira, indicação pessoal do senador Rogério Carvalho.

Estão atribuindo a mudança no Ipesaúde a participação de Rogério em cerimônia na prefeitura de Simão Dias, acompanhado pelos Valadares, pai e filho, hoje inimigos pessoais do governador. Belivaldo, no entanto, garante que a mudança é técnica, em função de um déficit de R$ 50 milhões.

Câmara aprova texto-base

do novo código eleitoral

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (9) o projeto de lei complementar que estabelece o novo Código Eleitoral. O texto-base foi aprovado por 378 votos favoráveis e 80 contrários. O documento tem quase 900 artigos e reformula a legislação partidária e eleitoral. Parlamentares continuarão a análise de destaques na próxima semana.

Para que entre em vigor nas eleições de 2022, o texto deve ser aprovado até o final de setembro por Câmara e Senado. Segundo a relatora, deputada Margarete Coelho (PP-PI), a proposta tem por princípio diminuir a judicialização das eleições no país.

O texto prevê a autorização de candidaturas coletivas em cargos de deputado e vereador. Inovação na atividade política, esse tipo de candidatura é caracterizado pela tomada de decisão coletiva quanto ao posicionamento do eleito nas votações e encaminhamentos legislativos.

A proposta proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais na véspera e no dia do pleito. Além disso, prevê a obrigação dos institutos de informar o percentual de acerto das pesquisas realizadas nas últimas cinco eleições.

A matéria reduz de cinco para três anos o prazo para a Justiça Eleitoral julgar as prestações de contas, que passam a ser processos administrativos. Já a multa por irregularidade em prestação de contas passa a ser 5% do valor irregular, e não mais 20%, como é atualmente.

O novo código eleitoral ainda estabelece o limite de oito anos para perda dos direitos políticos com base na Lei da Ficha Limpa. Hoje, o tempo pode ser maior em virtude da judicialização.

O projeto ainda determina que os votos em mulheres, indígenas e negros valem por dois para efeitos da distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral. A medida tem o objetivo de aumentar a participação dessas populações na política.

O projeto altera também as regras de fidelidade partidária, estendendo para governadores, prefeitos e presidente a obrigação de permanecer na legenda após a eleição. Atualmente, apenas parlamentares devem cumprir fidelidade partidária. Um dos destaques já aprovados pelos parlamentares limitou a mudança de legenda apenas ao final do mandato, antes da  eleição seguinte. Pelo texto da relatora, a mudança poderia ocorrer de dois em dois anos.

Os senadores e a carta de Bolsonaro 

A carta divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro, na quinta-feira (9), em que afirma não ter tido "nenhuma intenção de agredir quaisquer dos poderes" durante suas manifestações no dia 7 de setembro e que suas "palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento", repercutiu entre os senadores, que também se manifestaram nas redes sociais.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) fez críticas à carta de Bolsonaro e à notícia de que o documento teria sido escrito sob orientação do ex-presidente Michel Temer. "Li a cartinha do Temer que o Bolsonaro assinou. Será que agora o Temer passa a governar também? Será que vai redigir cartinha explicando mansões e rachadinhas? Vai vendo, Brasil. Quem votou ‘para mudar tudo isso aí’ faz o quê? Espera cartinha para baixar o preço da gasolina? Desenhando para inocentes apaixonados. Bolsonaro é só mais uma peça no sistema, preocupado em esconder rachadinhas, mansões e incompetência. E o sistema adora presidentes fracos. Facilita demais o acesso a cargos, grana e impunidade. Basta ler a sequência de notinhas ensaiadas."

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), por sua vez, disse que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade e não pode ficar impune. "Até o golpista Temer aconselhou o Bolsonaro a recuar da brava autoritária. As instituições precisam permanecer vigilantes aos arroubos antidemocráticos de Bolsonaro, que não irão parar. Os crimes de responsabilidade já cometidos não podem passar impunes!"

Cidadania aprova nome de Vieira para o Planalto

Nesta sexta-feira (10), a Executiva Nacional do Cidadania aprovou, por unanimidade, o lançamento da pré-candidatura do senador Alessandro Vieira (SE) à Presidência da República. O senador já havia anunciado sua intenção de concorrer ao Planalto em agosto, mediante sua boa atuação na CPI da Covid, que lhe deu grande projeção nacional.

Alessandro Vieira, que considera haver em boa parte do eleitorado um desejo de não escolher nem Jair Bolsonaro (sem partido), nem Lula (PT) nas eleições de 2022, sustentará sua candidatura como nome para uma "terceira via".

Com agências

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