Pacatuba: Primeira Casa Lar do Baixo São Francisco é inaugurada

Foi inaugurada na manhã desta quarta-feira (28), na cidade de Pacatuba, distante 116 km de Aracaju, a primeira Casa Lar do Baixo São Francisco. A solenidade contou com a presença de autoridades locais e dos moradores do município. Com modelo diferenciado de acolhimento às crianças e adolescentes vítimas de violação de direitos, a instituição se propõe a reconstituir e preservar o vínculo familiar entre os assistidos.

O desenlace da fita inaugural foi feito pelo prefeito da cidade, Alexandre Martins, juntamente com a secretária de Estado de Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social, Eliane Aquino, da Juíza de Direito da Comarca de Pacatuba, Ana Lígia de Freitas Soares e da promotora de Justiça, Maria Rita Machado Figueiredo, ladeados pela secretária Municipal de Assistência, Faustilene de Melo e pelo pároco da Igreja Matriz, Manuel Messias, que abençoou o espaço.

Fruto de uma parceria entre Município, Estado e Poder Judiciário, a Casa Lar "Acolher e Amar" é regionalizada, contemplando também as cidades de Brejo Grande e Ilha das Flores – representadas na solenidade pelas secretárias de Ação Social, Mônica Oliveira e Mirelane Brito -, e poderá acolher até 10 crianças com idade entre 0 a 18 anos.  O espaço residencial possui características de uma unidade familiar e funcionará todos os dias, com uma rotina domiciliar.
"É um órgão não governamental, sem fins lucrativos, destinado ao acolhimento provisório e excepcional de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, ou que tiveram seus direitos violados. Os assistidos não podem estar em conflito com a lei e devem ser moradores de Pacatuba, Ilha das Flores e Brejo Grande. É um lar que deverá garantir acesso às atividades socioeducativas, esporte, lazer, entre outros serviços existentes na comunidade", explicou Faustilene  de Melo, secretária de Assistência Social de Pacatuba.

As crianças e adolescentes recebem acompanhamento terapêutico, através de psicólogo e assistente social até retornarem as suas famílias. "A finalidade é fortalecer os vínculos familiares com o envolvimento de toda a rede, para que o assistido possa ser reinserido no seio familiar o mais breve possível. A Casa Lar deve ser uma morada provisória para estas crianças e adolescentes e não permanente. Contudo, enquanto estiverem na instituição serão recebidos como se estivessem em suas próprias casas", complementou Cícera Maria da Silva, assistente social do espaço.

Durante a solenidade a Juíza de Direito da Comarca de Pacatuba, Ana Lígia de Freitas Soares, lembrou ainda que a Casa Lar "Acolher e Amar", deve ser vista como uma exceção. "Primeiramente os pais devem ser responsáveis pelos seus filhos. Diante disso, o acolhimento não deve ocorrer como uma solução imediata, mas deve ser a última solução em qualquer circunstância. E assim, o vínculo familiar deve ser trabalhado em conjunto com a sociedade", destacou a magistrada.

Para a secretária de Estado de Inclusão, Eliane Aquino, a instituição é o modelo de acolhimento que deve ser adotado em todo o estado. "É uma parceria que possibilitará para estas crianças e adolescentes um novo mundo. Espero sinceramente que esta casa nunca precise ser ocupada, mas se houver a necessidade, a sofrer maus tratos da própria família, é preferível que ela esteja aqui, em um lugar equipado, capacitado e que contribuirá para construir um futuro melhor para o assistido", enfatizou Eliane.

Compartilhando da mesma opinião, a secretária de Ação Social da cidade de Brejo Grande, Mônica Oliveira, frisou que o projeto possibilitará a apresentação de mundo diferenciado às crianças e adolescentes. "Principalmente àqueles que vivem em meio às drogas e a violência. Eles poderão desfrutar de momentos sem dor, em lugar que garantirá todo o assistencialismo necessário para que os vínculos familiares entre os acolhidos e seus parentes sejam renovados e fortalecidos. Estamos felizes por poder contar com um espaço como este", salientou a secretária.

Satisfeito com a concretização de mais um projeto, o prefeito de Pacatuba, Alexandre Martins, frisou que a cidade inicia uma nova história. "Vamos dar a essas crianças e adolescentes o amor que eles precisam. Peço a vocês, profissionais que atenderão neste espaço, que sejam a continuidade da família de cada assistido. Recebam estes menores com todo o carinho que eles merecem. Vamos juntos assumir o compromisso de proporcionar o cuidado necessário a eles, fazendo com que se sintam em suas casas", ponderou.

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