Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br
A discussão sobre a elaboração do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos servidores estatuários da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) deverá ser retomada depois da transição administrativa do governo.
"Estamos em via de execução do plano, que já foi homologado pelo Ministério do Trabalho definitivamente há menos de um mês. Entretanto, temos na pauta o impasse envolvendo a questão do PCCV dos servidores estatutários que mesmo sendo vinculados a FHS, extrapolam o limite de governabilidade da Fundação. De qualquer forma este assunto deverá ser retomado só após o processo de mudança administrativa do governo", informa Marcelo Vieira, diretor geral da FHS.
Segundo a direção da FHS, os concursados e celetistas do órgão já possuem plano de carreira aprovado pela instituição. Marcelo Vieira explicou que este quadro de estabilidade tem diversos vínculos, tanto na Fundação como em outros órgãos do governo, o que torna a discussão ampla.
O gestor lembra ainda que a estratégia de negociação de carreira está com a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplang) juntamente com a FHS no sentido de encontrar uma solução dentro do compromisso feito pelo governo de aplicação do plano.
Sobre a politica de remuneração para trabalhadores da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Marcelo Vieira informou que estatutários e celetistas têm normas reguladoras diferenciadas, e no último caso a resolução referente a 2011 da FHS garante um nível de remuneração com certo diferencial de acordo com o nível de complexidade que o serviço exige.
"Estamos tentando fazer um diagnóstico sobre o nível de insatisfação para tentar solucionar e não colocar tudo em um mesmo nível de problema e de governança de solução", alerta.
Marcelo Vieira reforçou que a FHS só tem governança para resolver casos referentes aos celetistas e que sobre estatuários, extrapola a capacidade decisória da Fundação.
Manifestação – O Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) promoveu mais um ato na manhã de ontem em frente ao Palácio de Despachos, na avenida Adélia Franco, em Aracaju. Este foi o terceiro ato só no mês de março.
"Estamos mobilizados e cobrando, mais uma vez, sermos recebidos pelo Governo do Estado para conversarmos e negociarmos nossa situação", disse Augusto Couto, presidente do Sintasa.
Ele explica que 2013 já deveria ter começado com o plano de carreira implementado. "O que ficou acordado no ano passado foi que o plano seria enviado à Assembleia Legislativa para ser votado em dezembro e já ser implementado em janeiro", explicou.
Mas não foi isso que aconteceu. "Desde 2008, não temos ganhos salariais, apenas a reposição da inflação. Foi argumentado, inclusive, que com a implementação do plano teríamos ganhos reais nos salários", disse Augusto.
Além da cobrança do plano de carreira, os manifestantes também cobram melhores condições de trabalho. "Estão faltando coisas básicas nas unidades de saúde. Faltam dipirona, dimeticona, gaze, luvas. Este é o retrato da saúde em Sergipe", queixou-se.
Segundo o presidente, foi enviado ofício à Casa Civil pedindo uma audiência. No próximo dia 4, o Sintasa fará um novo ato na Assembleia Legislativa e convocará uma assembleia geral e unificada de todas as categorias da saúde.


