Por entenderem que a alternância de poder e de mando é um dos mais importantes pilares do estado democrático de direito, integrantes do Movimento Pensar Direito, coordenado por um grupo de advogados sergipanos, defenderam nesta quarta-feira (2), urgentes mudanças nos rumos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe (OAB/SE).
"A nossa luta começa com o foco na valorização dos colegas advogados e no resgate da cidadania, além da retomada da reinserção da Ordem nos importantes debates e cenários de decisões. Toda a nossa ação é voltada especialmente para os interesses da classe e, também, para os interesses da sociedade sergipana que cobra a presença da OAB nas discussões que têm relevância social", afirmou a advogada Maria da Purificação Oliveira, conhecida como Purinha.
Para o advogado Emanuel Cacho, pré-candidato à presidência da Ordem, os advogados não querem uma OAB que apenas cobre contribuição e os penalize, mesmo quando há em seu favor o benefício da dúvida. Ele observou que os advogados que participam das discussões do Movimento Pensar Direito têm colocado claramente que não querem uma entidade aparecendo na mídia para fazer defesas ou se posicionar esporadicamente sobre determinados temas.
"O anseio é por valorização e respeito. Precisamos entender que a Ordem não tem partido ou ideologia. O partido da Ordem é a Pátria e a sua ideologia é a prática cidadã, fatores que a permitem estabelecer uma indispensável convivência democrática", afirmou Cacho.
Ex-presidente da OAB sergipana e integrante do Movimento Pensar Direito, o advogado Manuel Cruz ressaltou que os seus colegas que vivem na militância advocatícia, querem uma instituição voltada para a defesa dos legítimos interesses corporativos da advocacia. "Infelizmente, há anos, a OAB, que é a nossa casa, tem deixado escapar essa tão importante atribuição", afirmou, ao ratificar a sua defesa em torno da alternância de poder para que se reoxigene a Ordem e a recoloque num cenário de valorização e benefício de todos os advogados.


