Milton Alves Júnior
Uma pesquisa de campo realizada por técnicos da Confederação Nacional do Transporte (CNT), identificou que no estado de Sergipe 74,3% da malha rodoviária está em condições ruins ou péssimas. Paralelo ao indicativo preocupante para milhares de condutores que trafegam pelas vias expressas diariamente, o levantamento identificou ainda que não há acostamento ideal em pelo menos 33,7% dos trechos avaliados, bem como 86,9% dos trechos com curvas perigosas não possuem qualquer tipo de sinalização capaz de alertar os motoristas e motociclistas para o alto índice de periculosidade. Em posse desses números, o JORNAL DO DIA entrou em contato na tarde de ontem com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), mas não obteve resposta.
Para o motorista de ônibus Jâmisson Socorro, condutor de veículo pertencente ao sistema interligado de transporte intermunicipal, órgãos de fiscalização promovem sucessivos serviços de manutenção em lombadas eletrônicas e radares, mas há ausência de pressão administrativa e judicial contra os órgãos governamentais responsáveis pela construção e reparos das malhas rodoviárias que cruzam o estado de Sergipe. Optando por enaltecer a respectiva vivência, em conversa por telefone com o JD, ele chamou a atenção para os investimentos realizados ao longo dos últimos 15 anos em rodovias estaduais e federais nos estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco. As críticas apresentadas por Jâmisson são compartilhadas por toda a classe trabalhadora. Ao menos é isso que ele garante.
O governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), garantiu que desde o ano de 2016 tem realizado esforços múltiplos para que o cenário apresente sinais de melhorias capazes de serem percebidas pelos contribuintes. Citando o Programa Pró-Rodovias como modelo de intervenção progressista, a administração estadual não apresentou contrapontos aos dados divulgados pela CNT, mas revelou que o programa citado é responsável por promover investimentos financeiros superiores a casa dos R$ 330 milhões; essa verba foi utilizada na contemplação de 441,5 km – os quais, juntos, contemplam 25 rodovias. Desse total, cerca de 190 km já estão com as obras concluídas. No próximo levantamento a ser realizado pela CNT, o governo de Sergipe garante que o resultado será mais positivo.
“As obras continuam em andamento em 19 rodovias, sendo que em nove delas, os serviços estão acima dos 80% executados. Paralelo às obras em execução, o Governo de Sergipe está finalizando os trâmites para o Pró-Rodovias II cujo objetivo é reestruturar outras importantes rodovias, totalizando mais 800 km de malha viária”, informou.


