Durante a quinta-feira (8), o Simpósio do 40º Encontro Cultural de Laranjeiras contou com a apresentação de duas pesquisas acadêmicas. A primeira, intitulada ‘Cultura festiva na obra de Silvio Romero’, foi apresentada pelo lagartense José Wesele. Em seguida, Carlos Alberto de Paiva mostrou os avanços da lei que concede benefícios aos mestres folclóricos. Além disso, diversas obras literárias foram expostas nestas tardes.
"As histórias que ouvia minha avó contar, mais tarde, achei na obra de Silvio Romero. Percebi que Silvio Romero foi apanhar os costumes daquela sociedade do século XIX para retratá-los em sua obra", relata José Wesele, que começou a estudar as obras do também lagartense Silvio Romero em 2005, quando entrou na graduação de História na Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Apesar do forte cientificismo da época, Romero também teve uma preocupação de retratar a sociedade daquele tempo. "Ele traduzia a mentalidade daquela época. Hoje, esses livros também servem de fonte para estudar aqueles costumes", reiterou o pesquisador, que continuará a pesquisa em um curso de mestrado da UFS.
‘A mestre dos mestres: a importância da sua efetivação’ foi a pesquisa apresentada por Carlos Alberto de Paiva. O estudo mostrou os avanços que a instituição da lei que concede benefícios a alguns mestres folclóricos de Laranjeiras trouxe para a cultura popular. Laranjeiras é o único município sergipano que instituiu a lei. No Nordeste, todos os Estados, exceto Piauí e Maranhão, têm municípios que contam com essa diretriz.
Na cidade de Laranjeiras, 11 mestres recebem esse benefício. "Mais do que o benefício do dinheiro, essa lei estimula a apresentação dos grupos e influencia a entrada de novos adeptos. Sem dúvida, trouxe muitos avanços para a cidade que é capital da cultura popular no país", destacou o pesquisador.
Obras – Durante a tarde, diversas obras literárias também foram lançadas e expostas. No stand do Instituto do Patrimônio Artístico e Nacional (IPHAN), 32 livros de diversos autores foram apresentados. A maioria delas voltadas a programas de preservação e patrimônio.
A Editora UFS em parceria com Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe apresentou dez livros. Todos são clássicos da história do Estado e muitos tinha tido sua última edição na década de 80.

