PF apura furto de 48 notebooks do TRT/SE; terceirizados são suspeitos

Milton Alves Júnior

Uma operação conduzida pela Superintendência Regional da Polícia Federal cumpriu no início da manhã de ontem quatro mandados de busca e apreensão contra furtos de notebooks do Tribunal Regional do Trabalho de Sergipe (TRT/SE), em Aracaju. A operação ocorreu depois que gestores do TRT buscaram o setor de inteligência da corporação federal para revelar que 48 computadores, do tipo notebook, haviam desaparecido.
Técnicos de uma empresa terceirizada – responsável por operacionalizar os serviços de informática junto à Corte do Trabalho – são apontados como principais suspeitos de subtrair os equipamentos. No decorrer das investigações a polícia identificou que alguns desses computadores foram postos à venda em sites destinados ao comércio de aparelhos seminovos. Dois funcionários foram afastados temporariamente das atividades.
Denominada de ‘Operação Antivírus’, o trabalho de apuração foi integralmente realizado por peritos da Polícia Federal, sem quaisquer intervenção ou participação paralela de servidores do órgão. Apesar de as análises deste caso continuarem em curso, a Superintendência Regional da Polícia Federal revelou que não havia sido identificado quaisquer indícios envolvendo a participação de profissionais de carreira do TRT. Ou seja, o inquérito em estudo observou que o movimento criminoso supostamente era operacionalizado por um grupo reduzido de trabalhadores terceirizados. Apesar de não revelar o quantitativo, o próprio Tribunal Regional do Trabalho informou que parte dos equipamentos desviados foram recapturados e já estão novamente em posse do órgão.
No final da manhã de ontem a gestão do TRT Sergipe voltou a agradecer a intervenção promovida pela Polícia Federal a fim de identificar o paradeiro dos computadores, bem como os responsáveis pelo desvio, e revelou também que no decorrer do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram apreendidos um notebook e equipamentos periféricos de informática.
Mesmo que o trabalho de investigação esteja aparentemente caminhando para a elucidação, a Superintendência da Polícia Federal pede que, caso alguém possua informações sigilosas, capaz de gerar desdobramentos deste caso, que denunciem mesmo que de forma anônima.

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