Agentes da Polícia Federal em Sergipe deflagraram no início da manhã de ontem o quarto desdobramento da Operação Argos, criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com a missão de combater a prática dos crimes de armazenamento e compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual infanto-juvenil. Nesta nova fase, foi destacado que a continuidade das apurações se deu em virtude da existência de provas compartilhadas de outra investigação; um mandado de busca e apreensão foi cumprido no município de Propriá, região do Baixo São Francisco Sergipano.
Sem apresentar múltiplos detalhes sobre as investigações, a Polícia Federal revelou apenas que estes estudos foram iniciados no mês de julho do ano passado, quando foi possível identificar um indivíduo, responsável por compartilhar arquivos com indícios da ação criminosa entre os meses de dezembro de 2024 e maio de 2025. Diante do amplo quantitativo de casos envolvendo abuso sexual e/ou estupro contra pessoas pertencentes aos grupos vulneráveis, o JORNAL DO DIA tem acompanhado parte deste trabalho investigativo realizado em conjunto pelos setores de inteligência das polícias Civil e Federal.
O código penal brasileiro prevê pena de reclusão de 8 a 15 anos para o estupro de vulnerável. Na prática, isso significa que: ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de idade ou com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. O Governo do Estado também orienta a população para protocolar denúncias anônimas contendo informações capazes de combater o armazenamento e/ou compartilhamento de arquivos alusivos a abuso sexual infantil na internet.
O pedido de colaboração feito pelos profissionais da Segurança Pública com atuação em Sergipe é compartilhado pelo governo federal: “denunciem casos de violações contra crianças e adolescentes. O Disque 100 pode ser acionado por meio de ligação gratuita, WhatsApp – (61) 99611-0100, site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras), aplicativo Direitos Humanos Brasil, Telegram.” (MAJ)
PF cumpre mandado contra abuso sexual infanto-juvenil em Propriá


