Milton Alves Júnior
Um desdobramento da Operação Argos II resultou na manhã de ontem na prisão de um homem suspeito de armazenar e compartilhar arquivos de abuso sexual infantil na internet. De acordo com a Superintendência da Polícia Federal em Sergipe, em posse de alvará judicial, uma equipe da corporação cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do investigado localizada no município de Santana do São Francisco/SE. No imóvel foi possível apreender um aparelho celular e dispositivos eletrônicos que contribuirão para o prosseguimento das investigações. Diante da continuidade das investigações, a identidade do acusado não foi revelada.
Em comunicado oficial a PF revelou ainda que os policiais encontraram uma arma de fogo sem registro. Diante do fato, o investigado foi preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal, em Aracaju, para os procedimentos cabíveis. Ao JORNAL DO DIA foi informado que o suspeito permanece detido por tempo indeterminado. Conforme destacado pelo JD, a primeira etapa da Operação Argos foi realizada no dia 21 deste mês, na capital sergipana. No local foram apreendidos um celular e dispositivos eletrônicos na residência de um homem investigado por compartilhar cerca de 1.632 arquivos de abuso sexual infantil.
Sem apresentar múltiplos detalhes sobre as investigações, a Polícia Federal revelou apenas que estes estudos foram iniciados no mês de julho do ano passado, quando foi possível identificar o indivíduo, responsável por compartilhar arquivos com indícios da ação criminosa entre os meses de dezembro de 2024 e maio de 2025. Diante do amplo quantitativo de casos envolvendo abuso sexual e/ou estupro contra pessoas pertencentes aos grupos vulneráveis, o JORNAL DO DIA tem acompanhado parte deste trabalho investigativo realizado em conjunto pelos setores de inteligência das polícias Civil e Federal. O código penal brasileiro prevê pena de reclusão de 8 a 15 anos para o estupro de vulnerável.
Na prática, isso significa que: ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de idade ou com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. O Governo do Estado também orienta a população para protocolar denúncias anônimas contendo informações capazes de combater o armazenamento e/ou compartilhamento de arquivos alusivos a abuso sexual infantil na internet. O compartilhamento destes dados deve ser feito a qualquer hora do dia por meio do Disque Denúncia (181).


