PF faz buscas em Aracaju em endereço da Braskem

Denominada operação “Lágrimas de Sal”, agentes da Polícia Federal cumpriram, no início da manhã de ontem, um mandado de busca e apreensão na capital sergipana, Aracaju. Conforme revelado parcialmente pela Superintendência Regional da corporação federal, em Sergipe, a ação busca elucidar pontos referentes à apuração dos crimes cometidos na exploração de sal-gema na cidade de Maceió, que ocorreu de 1976 a 2019. Além da ordem direcionada para um endereço em Aracaju, por decisão expedida pela Justiça Federal de Alagoas, ao todo foram procedidos 13 mandados judiciais de busca e apreensão, dos quais 11 na capital alagoana, Maceió; e outros dois no estado do Rio de Janeiro.
“As consequências da exploração de sal-gema vão desde instabilidade no solo a riscos de desmoronamento de casas e ruas, além do encerramento de todo o comércio na região. Bairros como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e adjacências, se tornaram inabitáveis. Os parâmetros de segurança que não foram seguidos, visavam garantir a estabilidade das minas e a segurança da população que residia na superfície”, oficializou a Polícia Federal por intermédio de comunicado compartilhado com a imprensa nacional. As áreas impactadas pela extração se tornaram inabitáveis, tendo em vista os riscos de desmoronamento de casas, ruas e fechamento do comércio, levando mais de 60 mil pessoas a terem que deixar os bairros.
Para atender a ordem expedida pela Justiça Federal, foram escalados cerca de 60 profissionais da Polícia Federal. O nome da Operação Lágrimas de Sal é referência ao sofrimento causado à população pela atividade de exploração de sal-gema. De acordo com as apurações feitas até a tarde de ontem, foram identificados indícios de apresentação de: “dados falsos e omissão de informações relevantes aos órgãos públicos responsáveis pela fiscalização da atividade, permitindo assim a continuidade dos trabalhos, mesmo quando já presentes problemas de estabilidade das cavidades de sal e sinais de subsidência do solo acima das minas”. Estas informações foram confirmadas pelo Governo Federal e estão disponíveis na Agência Brasil.
Em nota, a Braskem informou que está acompanhando a operação e que está à disposição das autoridades, “como sempre”. “Todas as informações serão prestadas no transcorrer do processo”, acrescentou a empresa.

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