Milton Alves Júnior
Agentes da Polícia Federal deflagraram no início da manhã de ontem a ‘Operação Teatro de Fantoches’, com a missão de cumprir seis mandados de busca e apreensão na região metropolitana de Aracaju. Sem conceder entrevistas, mas detalhando parte da operação por intermédio de comunicado oficial, a corporação revelou que a ação investiga o comércio e repasse irregular de armas de fogo.
Sem revelar a quantidade de pessoas detidas, tampouco as respectivas identidades, a Polícia Federal destacou que todos os indiciados devem responder judicialmente pela prática de crimes de falsidade documental e falsidade ideológica. Juntas, estas penas podem chegar a mais de 10 anos de prisão, além de multa. Ainda no relatório foi esclarecido que pessoas com autorização oficial junto à PF estavam adquirindo armas de fogo com a finalidade de repassar para pessoas terceiras as quais sequer possuíam autorização federal, nem condições financeiras para dar entrada no processo legal e realizar a compra do armamento.
Ainda de acordo com a PF, alguns dos investigados alegaram que suas armas tinham sido furtadas de suas residências pouco depois de adquiri-las, a fim de justificar a ausência das armas sob sua custódia. As ordens de de busca e apreensão foram expedidas pela 1ª Vara Federal da Justiça em Sergipe. A Polícia Federal não descarta a possibilidade de haver desdobramentos ligados à ‘Operação Teatro de Fantoches’. Paralelo à atuação da Polícia Federal, na manhã de ontem houve, também, operação desenvolvida pela Polícia Militar.


