O Brasil cresce, apesar de tudo, mesmo com moeda fraca, inflação, o mercado de trabalho praticamente estagnado, os juros nas alturas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a recuperação do Produto Interno Bruto já supera as perdas acumuladas durante o longo período da pandemia de coronavírus. A distribuição de renda, um projeto político orientado pela necessidade de promover a justiça social, no entanto, é ainda uma utopia.
O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 0,5% no quarto trimestre de 2021 e encerrou o ano com crescimento de 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. O avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira encolheu 3,9% devido à pandemia. O PIB per capita alcançou R$ 40.688 no ano passado, um avanço de 3,9% em relação ao ano anterior (-4,6%).
O PIB, soma dos bens e serviços finais produzidos no país, está 0,5% acima do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia de covid-19, mas continua 2,8% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.
As porcas da economia verde e amarela engordam, apesar de todos os pesares, mesmo com a pandemia ainda em curso e o futuro incerto, ainda mais em contexto de guerra. Com a retomada da atividade econômica, conseqüência direta do avanço da vacinação, o consumo cresce. Em termos estatísticos, na planilha dos tecnocratas, a recuperação é um fato. Convém perguntar, no entanto: Para quem?
PIB sobe mesmo com a inflação


