Pluralidade marca segunda noite da Semana de Dança

Diversidade. Esta foi a palavra que deu o tom para a segunda noite de apresentações da VIII Semana Sergipana de Dança, realizada na última quarta-feira, 30. Os espetáculos aconteceram no Teatro Atheneu e fazem parte do evento promovido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e  Instituto Banese. A Semana Sergipana de Dança conta ainda com o apoio do Sindicato de Artistas e Técnicos em Entretenimento de Sergipe (Sated/SE).

Abrindo a noite o bailarino Erê Braz, levou para o público seu espetáculo `O Heremita`, uma apresentação que mesclou as danças contemporânea, afro e acadêmica.  Na apresentação o bailarino que já tem uma carreira de mais de 30 anos na dança sergipana, mostrou como as figuras do tarô se revelam como sim ou não, o possível ou impossível, transformando-se em dança. "Este evento é de grande importância, para a dança, pois populariza o trabalho que é produzido em Sergipe", afirmou o bailarino ao final da sua coreografia.

Logo em seguida foi a vez do quarteto `Irmãos de Rua`, da cidade de Pirambu, mostrar seu trabalho. Com uma coreografia construída em cima da vida e obra de Ludwig Van Beethoven, mesclando a música clássica com o Hip Hop. "Esta é uma coreografia que foi construída com muito carinho e que é uma forma inovadora de mostrarmos o hip hop", destacou a diretora do grupo, Ivanilda Galvão. Para ela, a Semana de Dança, "é uma grande vitrine para o trabalho da dança produzida em Sergipe", completou.

Espaço para as danças árabes – Como já é tradição, a Semana Sergipana de Dança sempre contempla em sua programação, grupos ou coreografias em solo de danças árabes. Em 2014 não foi diferente, e nesta segunda noite de apresentações, dois espetáculos arrancaram os aplausos do público, com suas coreografias que exalavam sensualidade e gingado.

A primeira delas foi da bailarina Flávia Khayna, que com seu espetáculo intitulado `Ísis`, mostrou um pouco da sua dança para o público. Ela que está na dança árabe há cerca de 15 anos, acredita que a Semana de Dança é uma das oportunidades que o poder público oferece para que os profissionais dessa área possam mostrar seus trabalhos. "Por isso, acredito que temos que aproveitar muito esses momentos aqui", frisou a bailarina.

diretora do grupo Malika Danças, Tathiany Moura, concorda com a opinião da colega, e ressalta que o mais legal é o crescimento que o evento tem tido a cada ano. "Isso faz nosso trabalho crescer junto e se desenvolver também, visto que a tendência são os grupos se desenvolverem, a medida que o evento ganha mais força", argumento. O Malika Danças fechou a segunda noite do evento, com coreografias que mesclavam duas, três ou até oito bailarinas em cena.

Confira a programação dos próximos dias:

3 de maio
Teatro Atheneu, 19h

Villa Lobos: um musical
Aria Social Espaço de Dança e Arte (PE) | 10 anos

4 de maio
Teatro Tobias Barreto, 19h

‘Afeto’
Espaço Liso Cia de Dança (SE) | 14 anos

‘Experimento Incarnar’
Coletivo Axonial (SE) | 16 anos

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