PM inicia mobilização

Depois dos policiais civis, que até fize-ram uma greve de duas semanas, agora são os bombeiros e policiais militares que fazem queixas e pedidos ao governo estadual. Ontem, as associações de classe da categoria fizeram uma assembleia na sede da Associação de Cabos e Soldados, no bairro Santos Dumont (zona norte da capital). Por unanimidade, os militares aprovaram uma pauta de reivindicações que será apresentada nesta segunda-feira ao governador em exercício Belivaldo Chagas (PSB) e aos comandantes-gerais das duas corporações.
O principal item em discussão foi a proposta do Comando da Polícia Militar que transforma parte da remuneração dos militares em subsídio, isto é, a unificação das gratificações acrescidas ao soldo. Preocupados com os efeitos dessa mudança a longo prazo, os militares decidiram só aceitar a implantação do subsídio com a discussão de outras propostas, como a inclusão da promoção automática entre as patentes, definição e regulamentação de uma carga horária para os militares e exigência de nível superior para ingresso nas corporações.
Outro pedido é a criação de uma comissão para estudar um novo Código Disciplinar para os militares, que chegou a ser discutido desde o governo Marcelo Déda (2007-2013). Para a categoria, o novo Código deve ser adequado à legislação atual e mais desvinculado do Regime Disciplinar do Exército (RDE), baixado durante a ditadura militar. Entre as mudanças reivindicadas, está a presunção da inocência como garantia processual penal nos processos criminais e administrativos.
Esta foi a segunda reunião promovida pelas associações militares para debater a pauta de reivindicações, sendo a primeira realizada segunda-feira no auditório da Escola do Legislativo, na Praça Fausto Cardoso. Para o deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL), ligado às associações, o momento é ímpar e é necessário voltar a envolver os militares nos debates e discussões. "Estamos mais uma vez junto com nossos companheiros, dando nossa contribuição. Isso demonstra que os militares estão novamente mobilizados para lutar", disse o parlamentar.

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