PMA tenta evitar fechamento de feiras

Milton Alves Júnior

Depois que o Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Prefeitura de Aracaju e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), com o objetivo de cobrar qualificação no comércio de alimentos e aperfeiçoamento na higiene em feiras dos bairros Coroa do Meio, Grageru e Ponto Novo, a direção da Emsurb distribuiu nota informando que está fazendo mudanças para evitar o fechamento das feiras. A Vigilância Sanitária Estadual atestou que as três feiras não possuem condições sanitárias para funcionamento.

A Emsurb garantiu também que está realizando vistorias em outras feiras para atribuir melhorias e evitar que outra ACP inviabilize esse tipo de comércio nos demais bairros de Aracaju. "A Emsurb já está realizando um levantamento sobre as condições de funcionamento das feiras livres em toda a cidade. Os problemas identificados serão analisados para que as soluções sejam colocadas em prática no menor tempo possível, para que nem a população nem os feirantes sejam prejudicados", consta na nota.

Como se não bastasse esses problemas estruturais e higiênicos, foi informado pelo MPE que populares que residem nas proximidades dessas feiras constantemente estão se queixando do excesso de barulho e acúmulo de lixo. "A população reclamou bastante do barulho e da interrupção no trânsito. As feiras geralmente ocorrem nas calçadas e ruas, impedindo o deslocamento de pedestres e o tráfego de veículos", ressaltou Daniel Carneiro. Reforçando a denúncia, Elizabeth Almeida, moradora do bairro Grageru, disse que a reivindicação de mudança se trata de um caso antigo.

De acordo com a moradora, as denúncias já foram feitas junto à Emsurb, e ao próprio Ministério Público Estadual. "Alguns moradores até aprovam a instalação semanal da feira, mas o grande problema é que muitos feirantes chegam ainda na madrugada e não respeitam o sossego dos moradores. Principalmente na noite de sexta para sábado é muito difícil conseguir descansar com tanto movimento e barulho", alegou. Apesar da instalação de banheiros químicos, os moradores reclamam de alguns feirantes que urinam nas paredes das casas e do palavreado utilizado pelos comerciantes. "Trata-se de um conjunto de fatores que nos incomodam muito", pontuou Elizabeth.

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